Internacional

ATO DA FRENTE DE ESQUERDA

Operários dizem por que vão ao ato histórico da Frente de Esquerda na Argentina

Milhares de trabalhadoras e trabalhadores entramos em campo contra o ajuste, os tarifaços, as demissões e as suspensões. Contra a violência machista e por #NiUnaMenos, contra a burocracia sindical, contra os patrões e seus governos. Trabalhadores estatais, professores, estudantes, do transporte, dos serviços, da indústria automotiva, da alimentação, da indústria do aço, da metalurgia, das gráficas e diversas fábricas do país, este 19 de novembro vamos com tudo lotar o estádio de Atlanta. Veja o que dizem trabalhadores e estudantes sobre o ato Frente de Esquerda (FIT na sigla em espanhol).

sexta-feira 4 de novembro| Edição do dia

Rosario

"Somos quem luta contra impunidade e o gatilho fácil."

Meu irmão foi morto pela polícia de Santa Fe, seguimos buscando justiça e nos enfrentamos cotidianamente com juízes, fiscais e políticos que querem deixar impunes os assassinos de meu irmão Jonatan Herrera. Este 19 de Novembro vou a Atlanta com o PTS e a Frente de Esquerda porque somos os que lutam consequentemente conta a impunidade e o gatilho fácil, nos organizando contra o Estado que, enquanto nos condena à precarização e às piores condições de vida que vivemos nos bairros mais humildes, assassina nossos jovens. Some-se ao ato, para que nos escutem em todo o país e para fortalecer estas lutas.

Juliera Riquelme. Irmã de Jonatan Herrera, assassinado pela polícia de Santa Fe.

"Para que se escute a voz da juventude precarizada"

Os trabalhadores do telemarketing vão ao Ato em Atlanta da Frente Esquerda para que se escute a voz da juventude precarizada. Não chegamos a receber nem o básico para uma família, permanentemente sofremos mau tratamento, pressões e perseguições, a maioria não estamos vinculados no convênio que nos corresponde. Vamos a Atlanta porque organizados desde a base, com todos os trabalhadores e a esquerda, somos mais fortes para lutar por nossas demandas: para que se termine a prepotência da patronal e a cumplicidade sindical. Vamos!

Juani, trabalhador de call center.

"Os militantes do PTS nos fizeram resistir"

Conheci o PTS e a Frente de Esquerda por tudo que ocorreu em Bambi, quando demitiram 60 companheiros. Os militantes do PTS nos fizeram resistir, são muito companheiros em todos os sentidos, e sei que se pode contar com eles para o que se necessite. Eu não sei muito de política e leis porém vou me dando conta de tudo pelo o que vocês fazem ou dizem. É por isso que vou ao Estádio de Atlanta com a Frente de Esquerda.

Trabalhador da Jhonson.

"Sempre os acompanho"

Conheci o PTS e a Frente de Esquerda pela luta que deram aqui em Rosário, quando morreu Daniel Aguilar. Dani era um companheiro da fábrica que morreu em seu posto de trabalho, porque a empresa não cuida da segurança e nos faz trabalhar a toda a velocidade para "alcançar a produção". Lá deram uma luta bárbara, dizendo o que nós não podíamos dizer na fábrica porque nos pressionavam os chefes, e os delegados que entregam para a patronal. Desde esse momento, sempre os acompanho. Votei em Del Caño e vou voltar a votar no próximo ano. Vou ir a Atlanta com outros companheiros da fárica e com todos os metalúrgicos que estamos juntos aqui na zona sul de Rosario.

Trabalhador de Gafa.

"Li no diário e disse: tenho que ir"

Quando estava lendo o Esquerda Diário e vi que em 19 de novembro se realizaria o ato da FIT em Atlanta disse: "tenho que ir". Porque é a única alternativa a este e aos governos que passaram. É o único partido que sai às ruas para lutar ombro a ombro com os trabalhadores, exigindo todos os direitos. Não só de trabalho, mas também os direitos humanos e as desigualdades das quais padecemos como sociedade. Por isso quero participar deste ato histórico que realiza a FIT, onde tudo é um pulmão e a consciência de classe, onde os únicos protagonistas somos nós, onde se escutam nossas vozes. Sou um jovem metalúrgico demitido pela empresa Liliana que luto pela reintegração ao meu posto de trabalho. Por isso e por muitas outras coisas mais eu vou a Atlanta.

Javi, trabalhador demitido de Liliana.

Mendoza

"Ir a Atlanta vai me fortalecer: não estamos sós"

Porque fui ao Encontro Nacional de Mulheres em Rosario e acredito que é preciso seguir lutando para terminar com o patriarcado todos os dias desde nonde estamos. E também ir a Atlanta se trata disso, de dar mais força a uma opção política que entende que o capitalismo e o patricarcado andam de mãos dadas e é preciso terminar com ambos para ganhar verdadeiramente liberdade e igualdade em nossas vidas.

Como trabalhadora do parque Aconcagua, posso dizer que as empresas não garantem condições de trabalho nem salários suficientes em realão com a situação de desleixo que vivemos trabalhando ali, em um clima hostil e selvagem. Os que trabalham com carga, em poucos anos veem seus joelhos deteriorados. Por mais que se exija melhores condições de trabalho, os chefes não escutam. Por isso, um grupo de trabalhadores decidiu se tornar independente da patronal e começou a trabalhar de forma autogestionária com maiores níveis de autonomia. Não foi fácil, foi produto da luta e da força deles, e ainda assimseguem dependente da vontade das empresas para que contratem seus serviços. Ir a Atlanta para conhecer o trabalho dentro do movimento operário a nível nacional acredito que vai me fortalecer para saber que não estamos sós, nem na luta nem nas ideias.

Jovem trabalhadora do parque Ancocagua.

Sul da região metropolitana de Buenos Aires

"Com a Frente de Esquerda vamos nos manter firmes"

Acredito que em Atlanta devemos ser milhares, já que as políticas de ajuste estão afetando a todos, porém em especial aos estudantes trabalhadores, aos estudantes, aos que vivemos com uma renda mínima e hoje em dia não cobre nem os gastos minimos. Creio que milhares que estejamos esse dia com a Frente de Esquerda vamos nos manter firmes porque acreditamos que a única maneira de parar a mão ao ajuste é saindo às ruas de maneira unificada apoiando os representantes com os quais nos identificamos, que são os que realmente lutam pelos direios de todos e mostram que estão atuando para frear estas políticas de ajuste. Porém para conseguir isso devemos estar lá!

Damaris, estudante do ISFD Nº 83, San Fransciso Solano

"Santiago, docente (Esteban Echverría)"

Já passaram vários meses desde que conheci o Pão e Rosas, e minhas diferenças em alguns sentidos com o partido não mudam nada no respeiro e admiração que tenho à luta que levam adiante estas companheiras. Portanto decidi acompanhar-las a Atlanta, para conhecer mais sobre uma agrupação que pouco a pouco foi empoderando mulheres e homem até o feminismo libertador que nos faz tanta falta nesta época que atravessamos. (...) Vou a campo para ver a força que fez a esquerda crescer tanto nos últimos anos.

Santiago, docente.

"Porque com pensamento diferente não alcança, é preciso ir a campo e aplicar", me disse uma vez alguém. Porque sou mulher vítima de violência, porque abortei, porque sou mãe, porque sou servidora pública que não tem estabilidade. Não sou partidária deste ou de outro, não milito nem aqui nem lá, não uso o vocabulário dos companheiros da esquerda, porém compartilho pensamentos, sentimentos e lutas e por isso vou a Atlanta no dia 19 para reivindicar minha luta e ir à campo.

Florencia, auxiliar de escola.

"Quero ser parte de um ato histórico"

A Atlanta eu vou porque quero ser parte de um ato histórico, porque vamos escutar o companheiro Nicolás del Caño, que nos representa. Porque somos parte dos trabalhadores que resiste e que disse Não a este governo, porém também disse Não ao anterior. Vamos mostrar a este governo de direita que a esquerda está unida e vai a campo.

Nuria, trabalhadora da Educação.

"Cada vez somos mais, não temos medo"

"Viajo a Atlanta porque ver, que ouvir, quero sentir a força de milhares de mulheres, jovens, trabalhadores, que nos sentimos parte da Frente de Esquerda e que vamos sair a campo e nos manter firmes para dizer aos que ajustam, despedem, reprimem, criminalizam as lutas, ou seja, a Macri, aos governadores como Urtuey, aos empresários, que aqui do outro lado estamos nos organizando. Cada vez somos mais, não temos medo, vamos seguir lutando nas ruas e agora nos metemos em cheio na política nacional com nossa própria força e a escrever nossa história.

Mariano Guerrero, estudande de Comunicação Socail na UNSa.

Norte da região metropolitana de Buenos Aires

"Não ao ajuste, não ao tarifaço, não a violência de gênero"

As mulheres da indústria alimentícia, Mondelez Pacheco, dizemos: Não ao ajuste, não ao tarifaço, não à violência de gênero. Para segu lutando por nosso direitos e igualdade de condições, este 19 de novembro vamos todas juntas ao estádio de Atlanta junto a Frente de Esquerda, se some também, viva a luta dos trabalhadores!

Mariana, trabalhadora da Mondelez (ex Kraft) Pacheco.

"Para que nossos direitos se sintam representados"

Em 19 de novembro vou ao ato no estádio de Atlanta com a Frente de Esquerda. Para que nossos direitos como trabahadores se sintam representados tanto nas lutas nas ruas como no parlamente. Se some a nós.

Ruben, trabalhador de Fate, Agrupação Granate

"Me informar, participar e demontrar a força que são os trabalhadores"

Eu quero ir no ato em Atlanta porque outro dia tive a sorte de ouvir dois companheiros falar sobre o que passa no país e também nas fábricas, e todas as injustiças que vivemos me motivaram a querer conhecer mais sobre estes temas. O ato acredito que é um dos primeiros passos a seguir para me informar, participar e demonstrar a força que são os trabalhadores e que vamos lutar todos juntos por nossos direitos.

Trabalhador metalúrgico do Parque Insutrial de Pilar.

"Para seguir lutando pelas 6 horas para os motoristas"

Este 19 de novembro com a Frente de Esquerda, vamos todos a Atlanta para fortalecer a luta contra os empresários do transporte e dirigentes vendidos como Fernández da UTA e companhia. Para seguir lutando pelas 6hs de trabalho no transporte vamos com tudo ao estádio de Atlanta.

Ricardo "Mono" Ruiz Diaz, motorista da linha 60

"A Frente de Esquerda estava quando as batatas assaram"

Este 19 de novembro vou ao ato da FIT em Atlanta porque creio que é a alternativa que os trabalhadores tem, porque a FIT demonstrou estar com os trabalhadores nos conflitos contra as patronais. Também demonstrou interesse pela integridade das mulheres, lutando contra a violêncio machista.

"Para fazer sentir nossa voz"

Este 19 de novembro quero convidar-los a que sejam parte do grande ato da Frente de Esquerda no estádio de Atlanta. Para fazer sentir nossa voz ante Macri e os ajustadores, aos opressores de nosso salário. Lhes espero.

Eduardo, trabalhador da Fate, Agrupação Granate.

Tucumán

"A unidade da FIT em campo com milhares de pessoas"

Quero viajar ao ato de Atlanta com o PTS em cojunto com o PO e IS. Este 2016 foi um ano onde três forças políticas maiores atuaram em consequência de seus interesses. Mudemos com seu plano de ajustes, demissões, a criminalização das lutas. Mudemos, sendo uma oposição mole. E a esquerda, que demonstrou uma grande força de organiação nas ruas (contra as demissões, no Encontro Nacional de Mulheres, pela libertação de Belén, para nomear alguns). Com discursos no parlamento sem falhar a voz e sem dividar que os que representavam são os trabalhadores e o povo, como Myriam Bregman denunciando Blaquier. Por isso quero viajar, porque tem que se juntar a unidade da FIT em um estádio com milhares de pessoas, que levantam a bandeira da organização da classe operária, da juventude, e das mulheres empoderadas. Devemos mostrar ao governo a oposição combativa e consequente que quer que a crise seja paga pelos capitalistas.

Luciana, estudante de Psicologia.

Jujuy

"Contra o atropelo aos nossos direitos"

Vou ao ato de Atlanta para escutar aos representantes mais representativos do PTS e de outros movimentos partidários de esquerda que conformam a FIT, entre outros lutadores operários de modo que possa me fortalecer desde meu local de trabalho e estudo. Para participar na luta coletiva dos trabalhadores e outras mobilizações populares contra o regime do Governo de Morales-Haquim que está cometendo absurdos políticos contra os trabalhadores da indústria açucareira e os de Altos Hornos Zapla, contra as trabalhadores e outras mobilizações da SAF e contra os professores com sações, descontos, castigos, perseguições, demissões e ameaças. É a segunda vez que participo de um ato e levo toda minha solidariedade, já que fui vítima deste regime político e de seu ajuste.

Cristian Puca, trabalhador municipário de San Salvador de Jujuy




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