PERSEGUIÇÃO AOS MOVIMENTOS POR MORADIA

Operação ilegal prende quatro lideranças da luta por moradia em SP. Exigimos liberdade já!

Nesta segunda-feira (24), foram presas preventivamente quatro lideranças de movimentos por moradia de São Paulo, sem justificativas plausíveis e sem nenhuma prova, mostrando a perseguição do Estado e da Justiça. A justificativa do delegado é a investigação do desabamento do Edifício Wilton Paes, em abril de 2018.

terça-feira 25 de junho| Edição do dia

Foto: Rute Pina/Brasil de Fato.

Segundo informações do site Opera Mundi, nenhuma das lideranças presas está ligada ao movimento que ocupava o edifício, o que demonstra uma clara perseguição aos movimentos por moradia por parte do Estado.

Nove líderes de movimentos por moradia da cidade de São Paulo tiveram prisão decretada em decorrência das investigações sobre o desabamento do Edifício Wilton Paes de Almeida, em abril de 2018, acusados do crime de extorsão. Quatro destas lideranças já estão presas, em um processo que ainda não está concluído e com o qual vinham colaborando com as investigações, o que denota uma ofensiva da justiça em perseguir arbitrariamente estes movimentos.

Em nota conjunta, as entidades afirmam que as prisões são um “grave episódio de criminalização dos movimentos sociais e da luta do povo” e classificam os detidos como presos políticos.

Os advogados apontam que houve arbitrariedade da Justiça em autorizar as prisões, de lideranças que não estão envolvidas com o prédio que desabou: “os advogados não encontraram nenhum motivo ou prova para essa operação, tendo em vista que se fundamenta em declarações frágeis para as referidas prisões e conduções coercitivas”.

A própria Defensoria Pública de SP já teve que se manifestar pedindo relaxamento da prisão.

O Edifício Wilton Paes de Almeida desabou no último ano, após incêndio, deixando sete pessoas mortas e centenas de desabrigados. Os movimentos de luta por moradia vêm sendo perseguidos pela Justiça pois as ocupações escancaram a máfia da especulação imobiliária na cidade onde, segundo o Plano Municipal de Moradia de 2016, existe um déficit de 385 mil moradias, enquanto há 290 mil imóveis vazios ou subutilizados.

Exigimos liberdade imediata aos lutadores sociais! Não podemos depositar nenhuma confiança na Justiça burguesa, que está do lado dos patrões e buscando defender os interesses das construtoras e empreiteiras que são as que ganham com a especulação.




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