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Onyx defende Bolsonaro e afirma que já se acertou com Deus sobre a acusação de caixa 2

O governo de Jair Bolsonaro faz parte daquela velha política dos ricos em que o que prevalece é o toma-la-da-cá dos políticos da ordem que fazem seus acordos espúrios para poder atacar brutalmente a classe trabalhadora e demais setores populares da sociedade. O que chama atenção, é a impunidade que estes políticos fazem seus acordos.

sábado 8 de dezembro| Edição do dia

Não está sendo diferente com o governo de transição de Jair Bolsonaro. Numa tentativa de colocar Bolsonaro acima do bem e do mal para poder blindar o seu verdadeiro caráter, mas também em certa medida de se blindar, Onyx Lorenzoni afirmou nesta sexta - feira que a divulgação de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que indicou uma movimentação financeira suspeita de um ex-assessor do deputado estadual e futuro senador Flávio Bolsonaro é uma tentativa de "destruir a reputação" de Jair Bolsonaro.

De maneira extremamente demagógica, oportunista e tentando desviar do assunto colocado pelos jornalistas, utilizando métodos rasteiros próprios da direita, Onyx disse em entrevista ’’Setores estão tentando destruir a reputação do sr. Jair Messias Bolsonaro. No Brasil, a gente tem que saber separar o joio do trigo. Nesse governo é trigo (...). Onde é que estava o Coaf no mensalão, petrolão’’.

O fato em questão, em que Onyx que se acha no direito de dar nenhuma justificativa, trata-se de um documento que aponta que seu ex-assessor parlamentar e policial, o militar Fabrício José Carlos de Queiroz, movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Uma destas transições seria um cheque de R$24 mil destinado á futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Quando foi pressionado a esclarecer a origem do dinheiro, Onyx afirmou: ’’Eu lá sou investigador? Qual é a origem do dinheiro? Quanto o senhor (repórter que havia feito a pergunta) recebeu este mês?".

Numa tentativa de blindar o governo do Bolsonaro para tentar buscar uma condição mais estável para implementar os ataques contra os trabalhadores e demais setores populares da sociedade, Onyx mais cedo fez um discurso durante almoço com empresários promovido pelo grupo Lide, o futuro ministro pediu trégua. Como alguém que se acha no direito de não escutar críticas e busca impedir que outros a façam, Onyx disse: ’’Lamentavelmente, existem setores da imprensa brasileira que abriram francamente um terceiro turno’’.

E buscando uma unidade para implementar os ataques de Bolsonaro contra os trabalhadores e demais setores populares da sociedade e de maneira demogógica, o ministro do novo governo que declarou querer prender figuras como Guilherme Boulos, disse: ’’É importante fazer um pacto pelo Brasil. Nós não recebemos um cheque em branco. Sabemos que temos oposição, que temos que respeitar. Sabemos que temos tido todo o respeito com a imprensa brasileira. Mas é importante, do ponto de vista do futuro do país, que possamos construir propostas’’.

Onyx ainda disse que não teme as investigações do STF por suspeita de caixa dois e ainda de uma maneira extremamente mentirosa, afirma que Jair Bolsonaro usará a sua ’caneta Bic’ e demitirá seu braço direito caso as denúncias sejam robustas. Como alguém que acha que deve usar o seu ’’direito’’ da impunidade, Onyx afirmou: ’’Se tem um cara tranquilo sou eu. Primeiro, já me resolvi com Deus, o que é importante para mim. Segundo porque, agora com a investigação autônoma, que não é nem inquérito, vou poder esclarecer definitivamente. Nunca tive envolvido com corrupção. A gente não pode ser hipócrita de querer misturar financiamento e o não registro de um recebimento de um amigo, que esse erro eu cometi’’.

O encontro do Lide teve a presença do governador eleito em São Paulo, João Dória e da deputada federal eleita Joice Hasselmann. A ideia do encontro era mostrar para os empresários, os ataques que o novo governo de Jair Bolsonaro irá implementar contra os trabalhadores.




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