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AMAZÔNIA

Onyx debocha do incêndio de Notre Dame e recusa ajuda ao combate das queimadas na Amazônia

Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil, disse para blog do G1 que governo recusará ajuda do G7 para reflorestar a Amazônia, e ainda debochou do incêndio em Notre Dame dizendo: "O Macron não consegue sequer evitar um previsível incêndio em uma igreja que é um patrimônio da humanidade e quer ensinar o quê para nosso país? Ele tem muito o que cuidar em casa e nas colônias francesas".

terça-feira 27 de agosto| Edição do dia

Imagem: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O ministro faz essa recusa debochada dos 20 milhões de euros do G7, zombando até mesmo do incêndio na Catedral, porque considera que o presidente francês Macron tem intenções imperialistas, colonizadoras, no Brasil. Porém, é risível o discurso de soberania nacional na boca desses mesmos entreguistas do Estado brasileiro, através de suas inúmeras privatizações, ou mesmo da assinatura do tratado comercial com a União Europeia, a mesma que avança com suas intenções imperialistas sob um discurso demagógico em relação ao meio ambiente.

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E é de conhecimento que escancaramos no Esquerda Diário que o imperialismo lucra com o agronegócio brasileiro e que todos querem ter controle do território da Amazônia, mas não será Onyx Lorenzoni, que poderá fazer oposição ao imperialismo, negando ajuda e zombando.

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Onyx já disse na semana passada que tinha "coisa mais importante para fazer" do que visitar a Amazônia. Está ao lado dos ataques e do entreguismo privatista de Bolsonaro, apoia a aprovação da reforma da previdência, quando a Vale mergulhou Brumadinho em lama, disse que não havia "condição de haver qualquer grau de intervenção do Brasil na Vale", colaborando para a impunidade da empresa.

Somente a imediata suspensão de todos repasses financeiros bilionários aos latifundiários e sua imediata aplicação em planos de combate ao incêndio, reflorestamento e gestão das florestas, pode defender a Amazônia. Assim como uma reforma agrária que desmantele o latifúndio e a estatização das empresas que dominam o agronegócio sob controle dos trabalhadores. E isso só será possível com a unificação das bandeiras pela demarcação de terras indígenas com a juventude que se levantou na semana passada e com os trabalhadores, organizados em cada local de trabalho e estudo com um plano de lutas concreto em defesa da Amazônia.




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