GOVERNO BOLSONARO

Onyx Lorenzoni, que já confessou caixa 2, é nomeado como ministro extraordinário de Bolsonaro

Nesta segunda-feira, 5, o deputado do DEM-RS, Onyx Lorenzoni, teve nomeação oficializada como ministro extraordinário do governo de transição do reacionário presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

segunda-feira 5 de novembro| Edição do dia

Nesta segunda-feira, 5, o deputado do DEM-RS, Onyx Lorenzoni, teve nomeação oficialmente divulgada como ministro extraordinário do governo de transição do reacionário presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). A decisão foi publicada no “Diário Oficial da União”, assinada pelo presidente Michel Temer e o ministro Eliseu Padilha.

O governo Bolsonaro mal começou e já mostra enormes contradições.
A nomeação de Lorenzoni é um grande exemplo disso. O futuro ministro da Casa Civil confessou ter recebido R$ 200 mil dos irmãos Batista da JBS, foi acusado na delação da Odebrecht e teve seu caso arquivado pelo Juiz do STF Luiz Fux, o mesmo que vetou o direito de Lula de dar entrevista. Para completar, o recém nomeado ministro extraordinário é ligado à Cosan, um dos maiores grupos econômicos privados do agronegócio do país, e recebeu financiamento de R$ 10,7 milhões para sua campanha de fazendeiros e executivos que foram flagrados empregando trabalho escravo.

Desde o segundo turno das eleições, Onyx já vinha articulando o governo de transição, se reunindo quase diariamente com o presidente eleito no Rio de Janeiro. Bolsonaro pode indicar até 50 pessoas para cargos temporários para o governo de transição. Um dos escolhidos foi Lorenzoni, que a partir do ano que vem tirará licença do seu mandato de deputado para assumir o cargo de ministro da casa civil.

Bolsonaro, que confirmou que vai à Brasília essa semana para encontrar Michel Temer, já nomeou 5 ministros: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia), General Augusto Heleno (Defes), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública). Isso foi o suficiente para deixar explícito que todo seu discurso de combate à corrupção não passava de uma mera demagogia para captar parte do eleitorado desiludido com esse sistema podre. A Lava Jato, que o presidente eleito tanto elogia, passou longe de combater a corrupção, pelo contrário, ela trabalhou para burguesia, escolheu a dedo quem iria sentenciar e foi parte fundamental na manipulação dessas eleições.

Essa equipe que Bolsonaro está formando além de mostrar que não tem moral nenhuma para falar de combate à corrupção também prova que virá para dar continuidade aos ataques que Temer já estava implementando, mas de forma ainda mais profunda e violenta. Onyx Lorenzoni, um dia após o segundo turno, deu uma entrevista à rádio CBN afirmando que prometia uma reforma da previdência ainda mais brutal do que a proposta pelo governo golpista, defendendo que deveria aprová-la “de uma vez”. Fazendo jus às promessas de implementar o projeto escravista de Bolsonaro, Lorenzoni vem para ser parte de descarregar ainda mais a crise nas costas dos trabalhadores.

Nesse contexto de ataques, o PT está cumprindo um papel decisivo de freio nas centrais sindicais e nas entidades estudantis que dirige pelo país. Continuando com sua estratégia de conciliação, propõe uma mera “oposição parlamentar”, que não apenas se mostrou impotente, como também abriu ainda mais espaço para a extrema-direita. A única forma de barrar esse projeto anti-trabalhador é nas ruas, com paralisações e greves, impulsionadas a partir da base. Para isso, é preciso que sejam criados e fortalecidos comitês de base em cada local de trabalho e estudo, exigindo da CUT, CTB, UNE, que organizem a luta para barrar Bolsonaro, o golpismo e as reformas.




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