Economia

Oito refinarias da Petrobrás a disposição do imperialismo como início das privatizações

Após aprovação relâmpago do STJ para a venda de estatais sem precisar de licitação ou aprovação do congresso, iniciou-se hoje o processo de venda de oito refinarias de petróleo, que significa 50% da capacidade de refino de petróleo do país.

sábado 29 de junho| Edição do dia

A Petrobras hoje em comunicado ao mercado anunciou o começo da primeira etapa das vendas de oito refinarias que se darão em duas etapas. Nessa primeira etapa vai vender as refinarias Rnest em Pernambuco; Rlam, na Bahia; Repar no Paraná; e Refap no Rio Grande do Sul. A venda dessas oito refinarias representa metade das refinarias do pais que processam 1,1 milhão de barris por dia.

É importante lembrar que esse processo se iniciou a menos de um mês com a aprovação relam pago do STF para acelerar a venda de subsidiarias estatais sem a aprovação do congresso e até mesmo sem licitação.

Essa privatização express de estatais, principalmente a Petrobrás, tende por trás de toda a demagogia de "salvar" a economia, discurso muito parecido ao da reforma da previdência inclusive, tende na verdade entregar nas mãos do imperialismo nossas riquezas, como mais um gesto de total subserviência o capital estrangeiro. Como mais uma forma de precarizar ainda mais a vida de milhares de trabalhadores para manter intactos os interesses capitalistas.

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A politica de venda da Petrobras, por trás do discurso de gerar capital para o Brasil, na verdade pretende abrir espaço para empresas como a Shell e outras potenciais compradoras, favorecendo os interesses capitalistas no país. As custas dos nossos recursos e do nosso trabalhos pretendem reafirmar o caráter semi-colonial do Brasil, o colocando cada vez mais nas mãos imperialistas.

A privatização da Petrobras é mais um enorme ataque vindo governo Bolsonaro, que assim como com a reforma da previdência, pretende descarregar ainda mais a crise capitalista nas costas dos trabalhadores. Para combater a politica bolsonarista, que pouco se importa com os trabalhadores e esta disposta a tudo para acabar com nossas vidas enquanto enche o bolso de banqueiros e empresários, e preciso se organizar e ir as ruas. No ultimo período a juventude e a classe trabalhadores tem indicado caminhos de como lutar contra esse governo, com as mobilizações de 15 e 30 de maio e a paralisação nacional contra a reforma da previdência em 14 de junho. Para que essa disposição de luta seja canalizada e direcionada ao caminho da vitoria é mais do urgente que as centrais sindicais e as organizações estudantis, como a CUT, a CTB e a UNE, rompam com suas paralisias e propostas de pactos com o governo e organizem um real plano de lutas desde a base, que possa se enfrentar e dar fim aos planos nefastos desse governo.

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