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RIO DE JANEIRO

Oferta do governo aos servidores do RJ: em 2017, trabalhe 12 meses e receba 7

Segundo informações dadas por Gustavo Barbosa, secretario de estado da Fazenda do Rio de Janeiro, o estado não terá condições de arcar com os 13 salários dos servidores em 2017, podendo pagar apenas sete, entretanto, não comenta sobre as isenções fiscais e os altos salários da casta política.

quarta-feira 30 de novembro de 2016| Edição do dia

O secretário de estado da Fazenda do Rio de Janeiro, Gustavo Barbosa, declarou nesta quarta (30), que não terá condições de arcar com os salários de todos os servidores públicos, ativos e inativos, de todo o estado, nem mesmo o 13° desse ano está garantido.

A declaração veio logo após a rejeição de parte do pacote de austeridade proposto pelo governador do estado Luiz Fernando Pezão, que propunha como uma das medidas para salvar as contas públicas, o aumento de 11% para 30% da contribuição previdenciária, que foi proibida judicialmente, após protesto em frente à Alerj.

É de saltar aos olhos que principal medida de contenção da crise econômica que passa o estado, é exatamente fazer com que os trabalhadores paguem caríssimo pela crise, ao passo que até o presente momento não há notícias das numerosas isenções fiscais fornecidas pelo governo, que beneficia os empresários, e políticos corruptos, mas também, e não menos importante, que enquanto os servidores padecem com o atraso nos salários, e com a perspectiva de trabalhar 12 meses em 2017, mas receber apenas 7, o alto escalão segue sua vida de privilégios.

Frente a crise que enfrenta o estado do Rio é fundamental levantar uma política independente e anticapitalista, entendendo que não há saída possível no marco das propostas da casta política, que está a serviço dos ricos e poderosos, e construir uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana apoiada nas lutas que já estão em curso, mas que ainda precisam avançar, que questione o privilégio dos políticos, para que todos recebam o salário de uma professora, e tenham seus mandatos revogáveis, além de colocar em pauta as demandas dos trabalhadores, da juventude e dos setores populares, para que os capitalistas paguem a crise.




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