Juventude

#OCUPAESCOLARJ

Ocupar as escolas já! Tire esse Pezão da nossa Educação!

Isa Santos

Estudante de Serviço Social da UERJ

Artur Lins

Estudante de História/UFRJ

quarta-feira 2 de março de 2016| Edição do dia

O governo de Pezão está acabando com a Saúde e a Educação no Rio de Janeiro. As escolas estão com salas superlotadas, falta de papel higiênico, não tem ar condicionado nas salas, são vários os problemas de estrutura, falta professor e falta salário para quem trabalha. Pezão está demitindo os terceirizados das escolas (portaria, cozinha e limpeza).

O dinheiro que o governo arrecada é gasto para dar lucro para empresas envolvidas nas obras das Olimpíadas. E querem que os estudantes e trabalhadores paguem a conta. Cortando o dinheiro da Educação, o governo faz com que as condições de trabalho dos professores sejam cada vez piores. Mas os estudantes das escolas estaduais, e de diversos municípios do Rio de Janeiro já começaram a mostrar que esse ano será quente.

Já são vários atos por diversos cantos da cidade e do estado. Os estudantes estão na rua desde que as aulas voltaram. Seropédica, São Gonçalo, Niterói, Itaboraí, Macaé, São João de Meriti, Ilha do Governador, além de escolas mobilizadas em vários bairros do Rio, fazendo assembleias em suas escolas como vimos na Penha, no EE Visconde de Cairu no Méier e em várias outras escolas de outros bairros.

Além de lutar por melhores condições para as escolas, as mobilizações dos estudantes secundaristas ainda estão se colocando com toda a força em apoio à greve dos professores estaduais, que começa nesse dia 2 de março. Esse movimento de unidade entre os estudantes e os professores que vem crescendo, e precisa se organizar, tem tudo para ser muito forte e vencer.

Vamos tomar o que é nosso!

O primeiro passo é avançarmos na organização das ações. Cada escola é diferente, mas os problemas são muito parecidos. Por isso, é preciso fazer atos unitários, que parem as principais ruas, avenidas e estradas do Rio de Janeiro e das outras cidades que estão com escolas mobilizadas. É muito importante que chamemos as demais escolas, que ainda não se manifestaram, a fazerem parte desse movimento. E que a gente possa construir desde já uma coordenação de todas as escolas mobilizadas, que reúna representantes escolhidos pelos próprios estudantes, que levem as propostas de cada escola para organizar essas ações. Com todo mundo com o mesmo objetivo de ter uma Educação pública de qualidade e gratuita para todos, e unindo as ações, o movimento será muito mais forte.

E também está na hora de tomar o que é nosso: as escolas. Ocupar as nossas escolas para fazer as nossas vozes serem ouvidas. Até que se conquistem as exigências dos estudantes e dos professores em greve. Em São Paulo no final do ano passado o governo do estado, nas mãos do PSDB, quis fechar várias escolas. A resposta veio na hora. Primeiro foram 10, depois 30, depois 50 escolas ocupadas, até que em algumas semanas os estudantes ocuparam mais de 200 escolas, e derrotaram o governo Alckmin.

As ocupações das escolas, os atos de ruas em que os estudantes fechavam várias das principais avenidas da cidade, buscando o apoio da população foram o segredo da vitória dos estudantes de São Paulo que derrotaram Alckmin. Muitos pais, moradores do bairro, apoiaram as ocupações. E no Rio de Janeiro é possível fazer isso também. Além disso, nesse tempo, os estudantes, com o apoio dos professores, decidiram como eles deviam funcionar. Organizaram aulas sobre os temas que queriam, organizaram debates, atividades culturais, cuidaram das escolas, e mostraram que são eles, e não os governos, os que realmente podem melhorar a Educação. Ocupando as escolas, as ruas, ganhando o apoio dos trabalhadores, dos pais e das comunidades podemos ganhar essa batalha!

Toda revolução começa com uma faísca

Essa era a frase que estava escrita num cartaz de uma estudante das escolas mobilizadas do Rio de Janeiro. É preciso ter coragem para dar o primeiro passo, mas que se fizermos, podemos vencer. Hoje cada vez mais se percebe que os políticos e os partidos dos ricos roubam os jovens, roubam os trabalhadores, atacam a saúde e educação aumentam o preço do ônibus e do metrô e entregam o petróleo para um bando de empresas gringas. Apostam que os estudantes não se organizarão. Estão muito enganados.

Existem várias greves que estão começando agora, e que podem ser aliadas aos estudantes que estão lutando hoje. Além da greve dos professores estaduais e das FAETECs, há a greve dos trabalhadores e professores da UERJ. Precisamos tirar este Pezão de nossa Educação! Nossa luta é por toda a educação, para que todos possam estudar, lutando contra o filtro elitista do vestibular que retira este direito. Lutamos por escolas e universidades públicas, gratuitas e de qualidade para todos!

Na assembleia dos professores organizada por seu sindicato, o SEPE, que acontece hoje, a juventude precisa dar o recado: vamos ocupar as escolas, unificar os que estão lutando, e ocupar as ruas. Vamos nos juntar a todo funcionalismo no ato que unificará todos setores em luta nesta tarde. Nele precisamos dar um primeiro passo e parar várias das principais avenidas da cidade. Neste ato os estudantes e os trabalhadores mostrarão juntos sua força. É preciso que sejam votadas ações comuns e criada uma coordenação de escola a escola que unifique os estudantes, professores e outros setores em greve. A Juventude às Ruas, e o Esquerda Diário, colocarão todas as suas forças para ajudar a que esta luta seja vitoriosa!




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