Política

PRIVATIZAÇÃO EM SÃO PAULO

O tucano João Doria voltou a defender a privatização

O empresário João Doria, candidato do PSDB á Prefeitura de São Paulo, disse nesta terça-feira, 2, em entrevista A Rádio e TV Estadão que sua eventual vitória seria "creditada" ao governador Geraldo Alckmin e projetaria o nome dele na disputa pelo Palácio do Planalto em 2018. O tucano também disse que confia na promessa do presidente golpista Michel Temer de não tentar a reeleição.

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

quarta-feira 3 de agosto| Edição do dia

Além de Alckmin, são cotadas para disputar a vaga de candidato para presidência em 2018 são o ministro golpista José Serra e o senador Aécio Neves. De acordo com Doria: "O objetivo não é esse, mas seria uma vitoria que, creditada ao governador Geraldo Alckmin, daria a ele uma exposição e credibilidade ainda maior para seguir a sua trajetória".

O candidato tucano na entrevista voltou a defender a privatização, como o Autódromo de Interlagos, o Anhembi e o Estádio do Pacaembu. De acordo com o empresário: "A privatização de equipamentos públicos é a melhor saída. A administração privada é mais eficiente". Uma das suas propostas é a concessão de corredores de ônibus para a iniciativa privada.

Uma candidatura a serviço para lançar Geraldo Alckmin em 2018

A intenção de tentar de eleger o tucano empresário João Dória para a prefeitura de São Paulo é pra mostrar para a burguesia brasileira que o seu tutor Geraldo Alckmin pode atacar os trabalhadores e fazer as privatizações que o imperialismo tanto deseja, por isso "merece" ser presidente da república em 2018. A candidatura de João Doria e a possível candidatura de Geraldo Alckmin a presidência da republica mostra que a crise econômica brasileira está longe de terminar.

A política de privatização está a serviço de tirar a riqueza da grande maioria da população, para poder concentrar nas mãos dos grandes empresários e banqueiros. João Doria possui um patrimônio de um valor total de 179,7 milhões, entre participação em nove empresas, carros, imóveis e aplicações financeiras. O interesse de João Dória em falar de privatização é porque ele vai lucrar com o dinheiro que tem que ir para educação, saúde, trabalho e transporte.

Por sua vez é preciso criticar os dirigentes que estão por trás das empresas pública. Estes dirigentes cumprem o papel de ser agente destas empresas privadas, dentro do setor público. A direita que criticam tanto a corrupção dentro de empresas públicas, com o objetivo de dizer que elas são a fonte de toda corrupção e por isso a saída é a privatização, cinicamente esconde que as empresas privadas também são responsáveis pelos os casos de corrupção que diariamente assistimos na televisão.

Vale a pena lembrar que os diretores do setor público estão distantes da população e o motivo principal disto é porque fazem parte de um Estado que estão a serviço dos banqueiros e dos grandes empresários.

A riqueza que é produzida pelos os trabalhadores, assim como os impostos que são pagos pela classe não pode parar no bolso de poucos. É mais do que preciso estatizar todas as empresas privadas sob controle dos trabalhadores, assim como defender o patrimônio publico existente das mãos desta iniciativa privada, pois empresários como João Doria só pensam em enriquecer.

Nós do Movimento Revolucionário dos Trabalhadores estamos lançando a candidatura a vereadora da Diana Assunção pelo o PSOL em São Paulo, assim como de Danilo Magrão em Campinas, Maíra Machado em Santo Andre, Carolina Cacau no Rio de Janeiro e Flavia Valle em Contagem/MG. Queremos através das nossas candidaturas e caso formos eleitos, ajudar a impulsionar as lutas contra a privatização que estão sendo anunciadas.

Achamos que barrar as privatizações e lutar pela estatização sob controle dos trabalhadores e demais setores populares da sociedade passa por reivindicar uma Assembléia Constituinte Livre e Soberana imposta pela luta destes setores.




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