O troca-troca de partido do Bolsonaro: do PP ao PSC, ao "Patriota" e agora aos "Livres"

sexta-feira 5 de janeiro| Edição do dia

Jair Bolsonaro (PSC-RJ) viajou ao Recife nesta sexta-feira (05) para um encontro com o presidente Nacional do PSL, o deputado federal Luciano Bivar, buscando um acordo para sua filiação ao partido. Ele procura uma legenda para viabilizar a sua candidatura à Presidência nas eleições deste ano. A conversa consolidou a entrada do deputado ao PSL, o movimento Livres.

Essa busca já vem se dando há meses. Primeiro as negociações estavam se dando com o Patriota. Porém, apesar de ter assinado uma carta de pré-filiação para o mês de março, Bolsonaro já sinalizava a saída da sigla, mesmo com o antigo PEN tendo mudado de nome e estatuto para abrigar o pré-candidato.

O presidente do PEN/Patriota, Adilson Barroso, se mostrou irritado com o encontro com o PSL. "Ele ainda não me ligou para comunicar nada. Se isso acontecer, eu digo que não entendo a mente dele", afirmou. "Tudo o que foi pedido eu cedi. Aliás, multipliquei por três tudo o que foi pedido. Ele tem cinco cargos na direção nacional e muito mais. Mudei até o nome do partido e cheguei a perder 80% da minha base por ele", disse.

Bolsonaro já havia se encontrado com o presidente nacional do PSL anteriormente, mas possibilidade de filiação fora rechaçada pela Executiva Nacional do partido. A resistência vinha de uma das alas do PSL, o movimento Livres. 

Em nota no dia 21 de dezembro, a Executiva Nacional do PSL rechaçou qualquer possibilidade de filiação de Bolsonaro. "Não procedem, de forma alguma, as notícias de que o deputado federal Jair Bolsonaro possa se filiar ao PSL", afirmam. "O projeto político de Jair Bolsonaro é absolutamente incompatível com os ideais do LIVRES e o profundo processo de renovação política com o qual o PSL está inteiramente comprometido", diz nota assinada pela Executiva.

Entretanto, o partido parece ter voltado atrás, e hoje decidiu por aceitar a filiação de uma das figuras mais desprezíveis da política brasileira. Porém, pelas idas e vindas de Bolsonaro nos partidos, ainda é difícil afirmar se o tamanho do seu ego caberá de fato em alguma legenda.




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