Política

ELEIÇÕES 2018

O que os líderes de pesquisa para governador de São Paulo pensam sobre a polícia

Por trás deste tema bastante discutido, está o interesse dos candidatos da ordem em aumentar a repressão contra os trabalhadores e demais setores populares da sociedade.

Maíra Machado

Professora da rede estadual em Santo André e militante do MRT

quinta-feira 27 de setembro| Edição do dia

Reprodução: O Globo

Obviamente que num momento de crise econômica onde o país se encontra com uma porcentagem muito grande de desempregados, a questão da chamada ’’segurança pública’’ é um dos temas desta eleição, tanto para presidente, mas também para governador do Estado de São Paulo.

Os três primeiros colocados na intenção de voto são Paulo Skaf do PMDB, João Dória do PSDB e Marcio França do PSB. Eles defendem mais ’’investimento’’ e ’’valorização’’ de policiais, além de ’’aumentar as penas’’ e o ’’trabalho ostensivo da policia’’. Quando estes defendem estas pautas, eles querem na verdade investir no aparato repressivo do Estado para que este esteja muito mais preparado para poder cumprir o seu papel de repressão. Além disso, estes candidatos querem aumentar as leis punitivas contra os pobres.

Curiosamente, os mesmos que defendem mais policia para o Estado de São Paulo são os mesmos que defendem políticas de cortes na educação, saúde e trabalho. João Dória do PSDB, mas também Marcio França que foi vice - governador de Geraldo Alckmin tiveram uma política consciente de precarizar a educação pública do Estado de São Paulo, acabando com as condições de trabalho dos professores e fechando salas de aula. Vale lembrar também que estes apoiam medidas como o teto que limita os gastos pública votada pelo golpista do Michel Temer, politica que serve para sucatear os serviços públicos essenciais da sociedade.

Uma das medidas de Paulo Skaf, é a manutenção dos presos nas cadeias durante todo o período de condenação por meio do cancelamento de ’’benefícios como as saídas temporárias’’. Só que Paulo Skaf conscientemente não coloca é que boa parte da população que está presa está esperando o seu julgamento, além da grande maioria que foi presa por conta da politica anti - drogas que na prática criminaliza o usuário. Vale lembrar que o MDB é o mesmo que governou São Paulo no inicio dos anos 90, com Orestes Quércia e Luiz Antônio Fleury Filho. Neste período teve momentos que a policia matava escandalosamente, tendo o seu ápice o Massacre do Carandiru, em 1992.

Já João Dória quer aumentar a repressão contra os trabalhadores e demais setores populares da sociedade, criando mais 17 BAEP’s no interior. Reivindicando a Rota criada por Paulo Maluf, João Dória coloca que ’’ É uma força policial da PM no padrão Rota. E com Rota não se brinca’’ ’’Vamos implementar batalhões para combater o crime com mais agilidade e eficiência. É policia na rua e bandido na cadeia’’.

Marcio França exalta o material que ele comprou para a policia usar. De acordo com o próprio atual governador que substitui Geraldo Alckmin no Estado de São Paulo ’’Compramos mais de 1000 pistolas, 23 mil coletes á prova de balas, 5000 novas pistolas, 40 de alta precisão’’. Basta perguntar para o atual governador, porque ele não investiu este dinheiro na educação de São Paulo que é bastante precarizada.

Luiz Marinho do PT por trás de um discurso de valorização do policial, ele pede mais investimento no aparato repressivo do Estado para reprimir a juventude e os trabalhadores pedindo mais equipamento para a policia poder trabalhar e mais salário para os policiais, além de investir em tecnologia e inteligência’’. Uma proposta que claramente num futuro momento de acirramento da luta de classe, vai se voltar contra a classe trabalhadora e a esquerda.

Quando estes candidatos falam que vão investir na policia, eles já mostram que vão servir os interesses dos grandes empresários e banqueiros. Por isso é preciso sermos inúmeras vozes anti - capitalistas nestas eleições, para nós organizarmos deste já contra a repressão do Estado e da patronal.




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