Internacional

PTS NA ARGENTINA

O papel dos deputados da esquerda na jornada de luta contra a reforma da previdência de Macri

quinta-feira 21 de dezembro de 2017| Edição do dia

Os deputados do PTS e da Frente de Esquerda cumpriram um papel de destaque na longa jornada de mobilização de protestos que nesta segunda-feira evidenciou o enorme rechaço à reforma da previdência, finalmente aprovada pelos deputados oficialistas que contaram com o aval de um setor do peronismo.

A importante mobilização que aconteceu durante a tarde, na qual o PTS-Frente de Esquerda teve um papel de destaque nas ruas, se somou após a repressão um importante cacerolazo que se originou em muitos bairros da Cidade de Buenos Aires, mas encontrou eco em cidade como Rosário, Córdoba ou Mendonza. Aproximadamente as 2 da manhã, milhares de pessoas ainda estavam nas intermediações do Congresso Nacional.

A repressão policial à manifestação deixou dezenas de detidos, entre os quais esteve o dirigente do PTS e do sindicato dos telefonistas Carlos Artacho que também foi espancado pelos agentes e Claudio González, trabalhador da PepsiCo. Junto a organismos de direitos humanos como o CeProDH, a Liga Argentina pelos Direitos do Homem, estiveram os legisladores Myriam Bregman e Nicolás del Caño, do PTS-FIT, foram pessoalmente à delegacia para exigir verem os detidos, para garantir-lhes atenção médica imediata e os liberassem.

Dentro do Congresso o oficialismo fez continuar a sessão para conseguir votar a reforma da previdência, votada na manhã desta terça-feira, que nasce com muito pouca legitimidade. As intervenções dos deputados do PTS- Frente de Esquerda denunciaram que os deputados oficialistas e seus sócios ficaram marcados na história a outras grandes entregas de conquistas por parte da casta política que governa o Estado capitalista.

O deputado nacional do PTS na Frente de Esquerda, Nicolás Del Caño ao começar sua intervenção denunciou a “brutal repressão que vivemos hoje” e anunciou que “se estão estendendo cacerolazos de repúdio, contra esta lei que quer roubar 17 milhões de pessoas, as mais vulneráveis”. Logo adicionou “Rechaçamos esta lei fraudulenta e exigimos 82% móvil real para os aposentados”. Denunciou o projeto do governo e o pacto com os governadores peronistas, colocando o programa da esquerda para o sistema previdenciário.

A deputada nacional do PTS - Frente de Esquerda, Nathalia González Seligra, rechaçou por sua parte o roubo histórico aos aposentados e afirmou que “se não tem pão para os aposentados, vocês não terão paz".

O protagonismo da esquerda em geral e do PTS na Frente de Esquerda em especial, assim como do sindicalismo combativo, cumpriram um papel fundamental para impulsionar e sustentar a mobilização contra um projeto repudiado amplamente.




Comentários

Comentar