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CUBA

O mundo sacudido pela morte de Fidel Castro

O anúncio da morte do histórico líder da revolução cubana, Fidel Castro, surpreendeu o mundo inteiro.

segunda-feira 28 de novembro| Edição do dia

Fidel Castro morreu na noite de sexta-feira aos 90 anos, informou seu irmão e sucessor Raúl em uma mensagem transmitida no sábado pela televisão estatal cubana, e as repercussões não tardaram a chegar.

Milhões em Cuba, América Latina e no mundo choraram por aquele que foi um ícone da revolução, que questionou muitas das maiores aberrações do imperialismo: o criminoso bloqueio contra a ilha, as guerras e a desigualdade. Ainda que também tenha sido aquele que defendeu a abertura de mercado impulsionada por seu irmão Raúl e a política de restauração capitalista aprofundada nos últimos tempos.
Não tardou a chegar o tributo de boa parte dos líderes mundiais, recheados de cinismo daqueles governos imperialistas que há décadas sustentam o bloqueio imposto pelos EUA a Cuba.

O presidente americano, Barack Obama, afirmou que a história “registrará e julgará o imenso impacto” da “singular figura” que foi o falecido líder cubano. E acrescentou que “O povo cubano deve saber” que os Estados Unidos é “seu amigo e sócio”, ao oferecer suas condolências pelo falecimento de Fidel Castro.

Já o presidente francês, François Hollande, lamentou a perda de uma importante figura no cenário mundial e saudou a aproximação entre Havana e Washington, ao mesmo tempo que assinalou a preocupação sobre os direitos humanos. “França, que condenou os abusos contra os direitos humanos em Cuba, também desafiou o embargo americano a Cuba, e a França se alegra de vê-los retomando o diálogo e abrindo os laços”, acrescentou o presidente francês.

No Vaticano o Papa Francisco, uma figura destacada da recente aproximação entre o governo cubano e americano, lamentou o falecimento do líder cubano Fidel Castro e disse que o colocará em suas orações. “Expresso meus sentimentos de pesar a Vossa Excelência (Raul Castro Ruz) e aos demais familiares”, disse Francisco em um comunicado.

Putin, Xi Jinping, Lula, Evo Morales, Peña Nieto, foram algumas das autoridades que expressaram suas condolências após a morte da histórica figura da Revolução Cubana.

Trump celebra a morte de Fidel Castro juntamente com os “gusanos” de Miami

Em contraste com a tristeza de milhões, alguns dos setores reacionários e anticastristas de cubanos residentes nos Estados Unidos celebraram a morte de Fidel Castro. Os chamados “gusanos” saíram às ruas em seus veículos nas primeiras horas do sábado para celebrar a morte de Castro.

No mesmo tom desses setores, o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, afirmou em um comunicado que Fidel Castro foi um “brutal ditador” que “oprimiu ao seu próprio povo” e com seu falecimento na noite de sexta aos 90 anos deixa “um legado de fuzilamentos, roubo, sofrimento inimaginável, pobreza e negação dos direitos humanos fundamentais”.

O comunicado acrescenta ainda que “as tragédias, as mortes e a dor causada por Fidel Castro não podem ser apagadas, nosso Governo fará todo o possível para assegurar que o povo cubano possa iniciar finalmente seu caminho para a prosperidade e a liberdade”, prometeu o presidente eleito dos EUA, que assumirá o cargo em janeiro.

As declarações de Trump mantêm o tom de suas afirmações durante a campanha eleitoral na qual prometeu “dar marcha ré” nas concessões para Cuba. Prometeu que “revogaria” as medidas executivas de Obama “ a não ser que o regime dos irmãos castro” restaure “a liberdade na ilha”.

O legado e o futuro da Revolução

A morte de Fidel Castro também colocou o debate do legado, de uma das principais figuras da revolução cubana. Debate monopolizado majoritariamente entre os furiosos e reacionários detratores e os admiradores acríticos do líder cubano.

Aqui apresentamos um dossiê abordando diferentes aspectos e debates sobre Fidel Castro e a Revolução Cubana para nossos leitores:

Fidel Castro e a Revolução Cubana

Fidel, Che e o socialismo em Cuba

Dois grandes fatos sobre Fidel Castro que você precisa levar em conta

Tradução: Yuri Marcolino




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