RELEMBRE NOSSAS INVESTIGAÇÕES

O judiciário vai combater a corrupção? E sua ligação com os EUA e seu enriquecimento com as delações?

No marco das 100 mil curtidas no Facebook, o Esquerda Diário prepara um dossiê que revela o seu grande papel informativo e de independência política sobre a Operação Lava-Jato ao defender que ela, assim como o golpe institucional, em nada serviam à classe trabalhadora e à juventude. De treinamentos do Departamento de Estado Americano, a influência de “soft power” a até mesmo enriquecimento nas delações, veja nossas investigações.

Ítalo Gimenes

Coordenador do CACH - Unicamp

terça-feira 2 de agosto| Edição do dia

O Esquerda Diário realizou uma série investigação das delações, nas quais encontrou informações que revelam que a Lava-Jato é uma operação que se liga aos interesses de “grandes donos do mundo”. Para além de ter o objetivo de atacar o PT, ou de atacar a Petrobras e facilitar o acesso ao pré-sal, como já havíamos indicado, essa investigação revelou a iniciativa de impedir que banqueiro brasileiro, associado a empreiteiras brasileiras desafiasse interesses monopolistas em um mercado altamente cartelizado dos navios-sonda. É uma expressão muito evidente do imperialismo atuando por meio da Lava-Jato.

Esse interesses, foram inclusive articulados diretamente via treinamentos promovidos pelos consulados americanos. Vazaram informações que o Departamento de Estado norteamericano havia promovido “seminário de cooperação”, ocorrido em outubro de 2009 no Rio de Janeiro, que contava com a participação de membros da PF, Judiciário, Ministério Público, e autoridades norte-americanas, para um treinamento de aplicação das leis e habilidades práticas de contraterrorismo. Aparece nesse informe contribuições de ninguém menos que Sergio Moro sobre lavagem de dinheiro no país. Esse caso revela como o imperialismo diretamente treinava membros do Judiciário e da PF para que atuassem em prol de seus interesses.

Com 7 pontos, destacamos aspectos muito importantes da Operação Lava-Jato que não se veria na Veja e nem na mídia próxima ao PT, e procuramos resumir ao leitor, não somente as ligações com o imperialismo mas também mostrando como a operação faz uso (e abuso) de medidas ilegais e autoritárias que o Estado brasileiros já usa nos morros e favelas -> http://www.esquerdadiario.com.br/7-coisas-que-todo-brasileiro-deveria-saber-sobre-Moro-a-Lava-Jato-e-o-judiciario]. Também fizemos um resgate de diversos aspetos da Operação, seus interesses envolvidos, que ajudam a sintetizar todo o questionamento sobre o Judiciário.

Ao contrário daqueles que vêm na Lava Jato uma redenção da política nacional, ou até mesmo uma “revolução” como disse o grupo de Luciana Genro do PSOL, nos alertamos como o exemplo italiano da “Mãos Limpas” não levou ao combate a corrupção, muito pelo contrário, trocou um esquema por outros. A “Mãos Limpas” foi estudada por Sérgio Moro que chegou até a escrever um artigo acadêmico a respeito. Comentamos neste artigo como a operação italiana não serve de exemplo para combater a corrupção.

Em outro artigo dialogamos com os jornalistas que tem argumentado como a influência da religião é o determinante nas ações arbitrárias do judiciário, em particular da “República de Curitiba”, aqui mostramos as “afinidades eletivas” entre o judiciário, o imperialismo e o protestantismo, bem como o “soft power” americano de suas instituições judiciárias e na mídia de massa em nossos juízes e na classe média abastada que vai à rua em seu apoio.

Recentemente, revelamos um dos mais sórdidos esquemas de apropriação de dinheiro que deveria ser público para o uso privado através de delações premiadas. O esquema consistia em destinar uma porcentagem do dinheiro a ser ressarcido à instituições públicas lesadas com esquemas de corrupção investigados pela Lava-Jato aos “republicanos” de Curitiba, valores que chegavam a cifra dos milhões. Ou seja os juízes e promotores estão se enriquecendo com a Lava Jato.




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