Cultura

LITERATURA

O dia que você me contou

Sexta parte da série de textos de Marcelo Magalhães.

sexta-feira 16 de setembro| Edição do dia

Os machucados ficaram seus pés no pior remédio, agora eles falam mal daquele vale, eles que entraram, foram arranhados, mordidos, perderam o pote de água e a comida foi levada pelos animais, eles agora falam mal do vale, dizem que o vale não é um lugar bom, é assombrado, deve ser evitado. Eles agem como se o vale fosse assombrado, se você não os escutar, eles dizem que você é uma criatura iludida pelo vale, uma criatura que irar entrar e morrer lá, ou pior, você irar atravessar o vale e perceber que lá não tinha nada, não tinha animal e nem fruta, não existia nem rochas no vale, dirão que você irar percebe que o vale é um pântano. Entre eles não existe nada mais repugnante que o pântano. Um dia alguém que estava preste a entrar no vale foi parado por eles. Eles calmos, Alguém encantado, Eles argumentaram, Alguém ignora sem arrogância, Eles argumentaram, Alguém diz que entende. Alguém vai entrar no vale, Eles berrando perguntaram: “Mas por que você vai atravessar? Isso nem é um vale é um pântano, você irar sair decepcionado, ferido, machucado e velho”. Alguém diz “Não irei atravessar. eu vou morar no vale”. Eles estão indignados que alguém mora no vale.

Esfera da transa

Precisa admitir a vontade de transar, é preciso porque nunca isso foi proibido, a necessidade se mostra uma esfera redonda que rola da colina, que é feita da vontade de transar, ela rola e rebola, se esfrega em seu corpo, um pequeno comichão começa na barriga, a mão se inquieta, a esfera se esfrega no seu corpo, e você muda a forma de respirar, agora respira profundo, com uma pequena pausa, a esfera te beija devagar o pescoço, sua mão pega na nuca dela e agora a vontade de transar se concretiza molhada em sua mão.

Glauber nossas conversas ainda me dão tesão.

Glauber tem um sorriso saboroso, ele se movimenta de uma forma destrambelhada, que esbarra em meu corpo. Suas mãos são longas e quentes, passam pelo meu corpo em uma dança desajeitada. SUAS PERNAS. Sua bunda é apertada pelas minhas mãos. Os corpos se colidem, existe ao fundo um barulho de vidro se quebrando, as bocas se encostam, mas ainda não há o beijo, os olhos se beijam. A mão esquerda sobe aperta a cintura de Glauber que respira fundo e agora se esfrega. É o gato que se esfrega no sofá ou o sofá que se esfrega no gato? Alguma coisa passa pela cabeça, Glauber percebe que algo aconteceu. A calça de Glauber fica desabotoada. Ele tirou minha camisa e eu nem vi. Glauber beija o meu pescoço, morde, língua, saliva, minha mão aperta uma parte do corpo de Glauber, e o seu nome se repete em minha cabeça. Glauber respira mais profundo, agora não existe como evitar, as bocas colidem. Será que eu ainda te beijo por ai?




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