Economia

DESEMPREGO

O desemprego aumentou no Brasil segundo IBGE

sexta-feira 28 de outubro| Edição do dia

A Taxa de desemprego do país chega a 11,8% no trimestre que encerrou em setembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (27). Este numero segue como o maior da série histórica da Pnad, que se iniciou em 2012 no trimestre que foi encerado em agosto, onde o índice também apontava para 11,8%. A população brasileira que encontra-se desempregada somou 12 milhões de pessoas – um aumento de 3,8% sobre o trimestre de abril a junho de 2016 e de 33,9% frente ao mesmo trimestre de 2015.

"Você tem um aumento expressivo da desocupação, um aumento que é constante e significativo. Chegamos a 12 milhões de pessoas desocupadas. Dados indicam um cenário complicado", afirmou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. A população ocupada atingiu 89,8 milhões de pessoas. O número mostra uma queda de 1,1% em relação ao trimestre anterior e de 2,4% sobre o terceiro trimestre do ano anterior.

O aumento do desemprego no país caracteriza uma queda no número de empregados com carteira assinada. As contratações formais recuaram 0,9% sobre o trimestre de abril a junho e 3,7% em relação ao ano anterior. Segundo as pesquisas do IBGE, ficaram estáveis – em ambas as comparações – os números relativos aos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (10,3 milhões de pessoas), dos trabalhadores domésticos (6,1 milhões de pessoas) e dos empregados no setor público (11,3 milhões de pessoas).

O número de empregadores chegou a 4,1 milhões e mostrou crescimento expressivo de 10,1% em relação ao trimestre de abril a junho de 2016. Frente a um ano atrás, não houve variação significativa.Na categoria de pessoas que trabalham por conta própria (21,9 milhões de pessoas) ouve uma queda de 4,7% (menos 1,1 milhão de pessoas) em relação ao trimestre de abril a junho de 2016, Na comparação com o trimestre de julho a setembro de 2015, a queda foi de 1,7% (menos 378 mil pessoas). Em outras categorias o IBGE registrou queda de 4,2% na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e agricultura, 3,7% na construção, de 1,8% no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas e de 2,1% nos serviços domésticos.

A indústria é o setor principal onde mais apresenta queda na taxa de desemprego, só este ano aconteceram diversas demissões nas fabricas, diversos trabalhadores foram demitidos e ainda não receberam os direitos trabalhistas. Destaca o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, "Em relação ao ano passado, ela apresenta uma queda de 1,3 milhão de trabalhadores. E é importante destacar esse comportamento da indústria, por ser um dos setores de atividades mais importantes e que agregam um contingente de porte de trabalho de melhor qualidade. Ou seja, está na indústria o maior número de trabalhadores com carteira assinada e é na indústria que apresenta a maior queda, desde o início da crise, do contingente de carteira assinada”.

Com esse numero de pessoas desempregadas só aumenta agonia da população de conseguir um emprego com a carteira assinada, os trabalhadores vão sofrer os ataques do governo cada vez mais, com o sucateamento dos postos de trabalhado e terceirização, os direitos dos trabalhadores seguem sendo atacados na câmara legislativa passando por cima das necessidades da população brasileira, os grandes empresários não vão pagar pela crise do país, está bem claro que quem esta pagando por essa crise capitalista é os trabalhadores, são essas 12 milhões de pessoas desempregadas. Frente a essa situação a burocracia deve sair da paralisia que se encontra e organizar os trabalhadores para a greve geral, o instrumento dos trabalhadores para as lutas é o sindicato, que hoje exerce sua função burocratizando e fazendo acordo com os empresários ao invés de organizar os trabalhadores para a luta.




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