REFORMAS NEOLIBERAIS

O capital financeiro já está salivando: investidores exigem o avanço imediato dos ataques neoliberais

Empresários brasileiros, porta-vozes do setor financeiro internacional, se manifestaram exigindo de Paulo Guedes empenho no avanço de políticas neoliberais que tem como objetivo desmantelar o serviço público e dobrar o país ainda mais para o imperialismo.

Luiz Henrique

Professor da rede estadual em Resende, RJ

terça-feira 30 de outubro| Edição do dia

Para que a eleição do candidato ultradireitista Jair Bolsonaro, ocorresse, foi necessário um golpe institucional, que se seguiu a uma escalada sem precedentes de autoritarismo do poder judiciário por dois anos, culminando nas eleições mais manipuladas da história recente do Brasil, que entre outras ações, prendeu de forma arbitraria o candidato que estava em primeiro lugar nas eleições, o ex-presidente Lula, o mesmo que se gabava de que em seu governo “os banqueiros lucraram como nunca”. Tudo isso por que a crise do capitalismo global não tolera nem mais acordos parciais, e pretende devastar a economia dos países subdesenvolvidos, em especial a do Brasil, para tentar impulsionar uma saída da crise.

Com este objetivo, o economista ultra neoliberal Paulo Guedes, provável futuro ministro da fazenda, deverá anunciar nos próximos dias a equipe economia do próximo governo. Setores da burguesia, que servem também como porta-vozes do capital financeiro, se pronunciaram para lembrar ao governo recém-eleito qual a sua obrigação com quem efetivamente manipulou todo o sistema para elege-los:

”O presidente recém-eleito e o novo Congresso não poderão se dar ao luxo de esperar” –João Miranda, presidente do grupo Votorantin.

“A reforma de Temer não era a melhor do mundo, mas se nós conseguíssemos aprová-la até o fim do ano, o governo já entraria com um assunto tão sensível na economia endereçado. Tenho receio de que eles queiram fazer a reforma perfeita, mas tenham muita dificuldade de aprovação” – Paulo Schalka, Presidente do grupo Suzano.

“A proposta vencedora é pró-mercado, mostra um desejo por racionalidade. A sociedade começa a se dar conta de que o Brasil não suporta um Estado do tamanho que está hoje. É uma onda de conscientização” – José Galló, presidente das Lojas Renner.

“Um dos primeiros desafios será definir a estratégia para enfrentar o problema fiscal, que passa pelo conjunto de reforma, sobretudo a da Previdência.” –Pedro Passos, acionista da Natura.

Todos estes capitalistas querem produzir um cenário de terra arrasada no Brasil, para que a população carregue nas costas o peso da crise que eles próprios produziram. Por isso nós do esquerda diário dizemos que é urgente convocar e massificar comitês de base em cada local de trabalho para organizar o combate à reforma da previdência e aos ataques de Bolsonaro, continuidade mais autoritária do governo golpista de Temer.

É urgente construir milhares de comitês de base por todo país, através da ação efetiva as organizações estudantis, dos sindicatos e das centrais sindicais, para tornar possível o combate ao avanço de Bolsonaro, do golpismo e da continuidade violenta das reformas de Temer.




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