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O bondoso FMI pede mais informações sobre bancos estatais: espionagem e preparação de privatização

FMI diz que é preciso mais transparência nas estatais Eletrobrás e Petrobras, nos bancos públicos (Caixa e Banco do Brasil), e entre BC (Banco Central) e o Tesouro Nacional. Depois do setor elétrico e do petróleo estarem na mira agora parece ser a vez do sistema financeiro estatal. Querem poder espionar o sistema financeiro brasileiro e colocá-lo na mira de privatizações.

quinta-feira 4 de maio| Edição do dia

Os capitalistas internacionais no mais puro sentimento de bondade e prontidão anunciam: transparência fiscal, essa é a boa nova que o relatório solicitado pelo Ministério da Fazendo ao FMI (Fundo Monetário Internacional) nos traz, mas não qualquer uma, são recomendações para melhorar o controle dos gastos públicos no país, que é preciso mais transparência nas estatais Eletrobrás e Petrobras, nos bancos públicos (Caixa e Banco do Brasil), e entre BC (Banco Central) e o Tesouro Nacional. Depois do setor elétrico e do petróleo estarem na mira agora parece ser a vez do sistema financeiro estatal.

O relatório aponta que "Apesar do desenvolvimento da legislação de responsabilidade fiscal, várias deficiências na transparência tiveram efeitos adversos sobre a qualidade da política fiscal — muitas das quais estão sendo tratadas. Entre elas estão: falta de clareza nas normas de relato fiscal, o que prejudica a eficácia das regras fiscais; falta de transparência na relação entre o governo central e os bancos públicos e entre o governo central e os governos subnacionais" e que "Por exemplo, a informação sobre o papel dos bancos públicos brasileiros na implementação de políticas públicas (incluindo atividades quase fiscais) não é amplamente divulgada", ainda destaca que o peso do FGTS e sua abrangência é muito grande para que ele não seja tratado com a transparência comum a outras áreas do governo.

O documento sugere criar um conselho fiscal independente para avaliar as previsões orçamentais, avaliar a política fiscal e monitorar o cumprimento das regras fiscais. Para o FMI, a publicação dessa avaliação sobre a sustentabilidade fiscal a longo prazo ajudaria a "convencer" sobre as indispensáveis reformas/golpes do governo. O capitalistas tentando descarregar sobre os ombros dos trabalhadores sua crise. Agora querem ingerência internacional sobre os bancos estatais. Devem ser o novo pleito de privatização que farão a Temer.




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