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SÍRIA

O bombardeio a um comboio de ajuda humanitária complica a situação na Síria

No meio de acusações cruzadas entre Rússia e Estados Unidos pela violação do alto fogo, o ataque a um comboio de ajuda humanitária acaba virtualmente com a trégua.

Juan Andrés Gallardo

Buenos Aires | @juanagallardo1

quarta-feira 21 de setembro| Edição do dia

Um comboio de ajuda humanitária foi atacado na pronvíncia de Alepo na segunda, segundo fontes das nações unidas. O ataque em que morreram mais de 20 civis se produziu frente um série de acusações cruzadas entre Rússia e Estados Unidos por ter violado o cessar fogo acordado na semana passada.

Frente os ataques do sábado por parte de bombardeios da coalizão liderada pelos Estados Unidos em os que foram mortos por um suposto erro mais de 60 soldados do exército sírio, o regime de Assad, com o paoio da Rússia, iniciou ataques em distintas cidade desde a madrugada de domingo. A situação chegou a uma tensão ao ponto de que na segunda tanto o exército sírio como algumas das milícias opositoras ao regime de Assad havia dado por finalizada a trégua e o cessar fogo.

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O observatório Sírio para os direitos humanos, com sede em Londres, remarcou que frente ao bombardeio dos Estados Unidos do sábado, os ataques que lhe seguiram os protagonizaram aviões sírios ou russos e agregou que se tem produzido 35 incursões aéreas em Alepo e seus aredores.

Durante o ataque ao comboio de ajuda humanitária morreram mais de 20 pessoas, entre eles 14 voluntários da Medialuna Roja Árabe Síriaa (SARC), disse durante a cúpula da ONU Elhadj As Sy, secretário geral da federação internacional da cruz vermelha e sociedades da Medialuna Roja.

Ao menos 18 de 31 caminhões em um comboio das Nações Unidas e a Medialuna Roja Árabe Síria foram alcançados junto com uma loja da SARC, afirmou o portavoz da ONU Stephane Dujarric. O comboio levava ajuda a 78.000 pessoas em um povo de Urm al-Kubra, afirmou.

Durante a semana que durou a trégua, que de todas as maneiras esteve cheia de acusações sobre os ataques em várias cidades, as organizações de direitos humanos, civis e médicos denunciaram a flata de chegada de recursos e de ajuda a várias das cidades mais afastadas da província de Alepo. O comboio atacado segunda era o primeiro em importância. Frente os ataques tanto da ONU como o comitê internacional da cruz vermelha anunciaram a suspensão de movimentação até se encontrar rotas seguras.

Rússia havia acusado os EUA de bombardear objetivos do Exército Sírio no sábado para evitar compartilhar informações de inteligência, um processo que deveria ter começado esta segunda de manter a trégua, pela qual os EUA e Rússia iniciaram uma suposta ação conjunta contra o Estado Islâmico. O regime Sírio por sua parte acusou os EUA de colaborar com o Estado Islâmico, enquanto que o secretário de de estado John Kerry rechaçava as acusações e assinalava que o exército de Assad havia continuado com os ataques durante a semana e havia impedido o ingresso de ajuda humanitária, um dos pontos do acordo de cessar fogo.

O nível de acusações dos últimos dias mostrou o grau de fragilidade da trégua acordada entre Kerry e o chanceler russo, Levrov, a pouuco mais de uma semana. Não é secreta a insatisfação dos setores do pentágono e defesa dos EUA sobre o acordo que incluía compartilhar informações de inteligência que consideram sensíveis com a Rússia. Alguns analistas assinalam que EUA esperava que o acordo caísse por alguma provocação da Rússia. Sem embargo, foi bombardeado a "objetivos errôneos" por parte da coalizão comandada pelos EUA, a que abriu a crise que atrapalhou a trégua. Tampouco existe acordo sobre o futuro de uma hipotética transição na Síria e o papel que Al Assad e os grupos opositores deveriam jogar nela, um aspecto que de todas as maneiras não havia sequer sido abordado pelas negociações entre Kerry e Levrov.

Segundo as agências de notícias, Washington assinalou que "trabalha para extender a trégua" porém pediu que antes Moscou clarifique o comuncado do exército sírio em que assinalam que a dava po terminada. Kerry aproveitou para carga contra Assad e Putin e disse a jornalistas em Nova York que "os sete dias de calma e envio de ajuda humanitária colocados na trégua não se havia cumprido".

As acusações cruzadas e os ataques ao comboio de ajuda humanitária se dão ao mesmo tempo em que uma reunião especial da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre o tema dos refugiados que naufragaram na segunda sem nenhum tipo de acordo sobre este drama que tem o povo sírio como uma das principais vítimas.

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O iminente fim da segunda intenção de trégua negociada entre Estados Unidos e Rússia mostra como o destino do povo sírio se encontra nas mãos dos interesses reacionários de distintas potências imperialistas e regionais que intervem na guerra civil na síria que já cobrou mais de 450.00 mortor e milhões de refugiados.

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