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O banco de horas rola solto nas fábricas de BH e Contagem

quinta-feira 9 de abril de 2015| Edição do dia

Toda crise ou queda de vendas é a mesma coisa: a patronal, desesperada para manter seus lucros, despeja todos seus ataques nas costas da classe trabalhadora.

Uma das práticas mais nefastas e antigas que a patronal industrial usa para atacar os trabalhadores e o triste banco de horas, que consiste em deixar em casa no dia que mais interessa o funcionário, fazendo o mesmo pagar esse dia quando mais convêm à empresa. Ou seja, tudo ocorre ao bem prazer da patronal que amplia ainda mais o seu domínio sobre a vida do trabalhador que já passa longas jornadas dentro dos galpões.

Em BH/Contagem, apesar de o sindicato dos metalúrgicos (CUT) dizer que não aceita o banco de horas, a prática tem se mostrado bastante diferente, com as principais empresas da cidade adotando banco de horas à vontade.

Diversos setores da Vallourec dão folga durante a semana quando quebram equipamentos para os funcionários pagarem no sábado ou domingo. Esse dia de ‘’folga’’ é forçado pela empresa. No CINCO a prática se expande em diversas empresas que vem trocando dias parados para cobrarem o mesmo quando segundo eles o mercado melhorar.

Só uma forte mobilização dos trabalhadores pode barrar esse abuso da patronal industrial que passa por cima de qualquer bom senso para manter seus enormes lucros, pois todo sabemos que quem perde na crise são os trabalhadores, que ficam com o desemprego e a super exploração, assim garantindo os lucros exorbitantes.

Nós metalúrgicos não somos bobos. Sabemos que o simples fato da empresa não produzir e ficar parada já garante uma economia monstruosa para os patrões, ou seja, se não tem produção e eles querem dar folga, nós trabalhadores não devemos ser obrigados a pagar esse dia.

O sindicato deveria denunciar as empresas que adotam essa prática, mas pelo jeito o interesse dele hoje não é defender os trabalhadores de BH/Contagem e sim junto com a patronal adotar medidas anti-operárias para manter o lucro dos patrões e a governabilidade da presidente Dilma.


FOTO: EFE




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