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TRABALHO PRECARIO

O avanço na precarização do trabalho: Uber Eats cria entregas à pé em SP

Os aplicativos de entrega impõe péssimas condições de trabalho e jornadas extenuantes para os trabalhadores, condições que resultaram na triste morte do jovem Thiago Dias. Uber Eats avança nesta precarização criando a modalidade "a pé"

quinta-feira 26 de setembro| Edição do dia

Há algumas semanas a empresa imperialista estadunidense Uber começou a permitir que entregas pelo sistema Uber Eats sejam feitas também à pé pelos entregadores. Já não bastassem ganhar uma miséria por dia ao rodar kilometros sob sol e chuva sem nenhuma proteção com suas bicicletas e motos, os trabalhadores estarão submetidos à exaustiva jornada de trabalho agora na modalidade de entrega à pé em São Paulo.

Como mostramos neste artigo grande quantidade dos trabalhadores que ocupam estes postos precarizados são jovens de 18 a 24 anos, incluindo aqueles que possuem diploma de Ensino Superior. Muitos desses jovens não têm condições financeiras de ter uma motocicleta como instrumento de trabalho e recorrem às bikes. Passam cerca de 10 horas ou mais em regiões ricas da cidade, onde a demanda pelo serviço é maior. Isso significa que muitos precisam pedalar até 30 Km para ir e 30 Km para voltar às regiões periféricas onde moram, o que, somado à quilometragem pedalada durante as entregas, chega a totalizar 80 Km rodados de bike por dia

Com o aumento do desemprego cada vez mais, estes jovens, tem entrado no mercado do trabalho precarizado. As reformas trabalhistas foram a base para implementar este avanço da exploração capitalista que impõe condições brutais a estes jovens que tem seu futuro roubado com a "modernização" e a carteira de trabalho "verde e amarela" de Bolsonaro. E as consequências são drásticas, como vimos na morte do entregador Thiago Dias, em julho em São Paulo. A juventude merece condições dignas para trabalhar! Nossas vidas valem mais do que o lucro dos patrões!




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