GREVE SERVIDORES SP

O SAMPAPREV é que atinge os serviços à população e não a greve dos servidores

Recentemente, a CBN e a rádio Gazeta (SP) atacaram a greve dos professores municipais e funcionários públicos de São Paulo que luta pela revogação do SampaPrev. Em programa, Henrique Terra do Gazeta, chegou a defender que os professores em greve são “arruaceiros e vagabundos”. Enquanto isso o movimento sofre com um ataque ao seu direito de greve promovida pelo prefeito Bruno Covas do PSDB, apoiado por Dória no governo do estado e Bolsonaro .

quinta-feira 14 de fevereiro| Edição do dia

O SampaPrev é uma medida que aumenta a contribuição previdenciária dos servidores, somada com outros descontos soma quase 50% dos salários dos servidores municipais da cidade de São Paulo, um verdadeiro confisco salarial. Além disso, irá limitar o teto da aposentadoria dos novos servidores enquanto entrega a gestão desses recursos à iniciativa privada de grandes bancos e especuladores, que deverão lucrar bilhões em cima disso.

Uma medida que precariza a vida dos servidores de São Paulo e que será revertida em piores condições de trabalho e atendimento à população. Além disso, trata-se da antessala do ataque às aposentadorias que a Reforma da Previdência de Bolsonaro quer impor, obrigando o conjunto dos trabalhadores a morrer trabalhando.

Portanto, essa greve poderá ser a pedra no sapato de qualquer tentativa de Reforma da Previdência que Bolsonaro quer impor ao conjunto da classe trabalhadora, e de que prefeitos e governadores passem a se sentir livres para atacar seus trabalhadores.

A greve atual do funcionalismo público no município de São Paulo sofre um duro impasse fruto da direção burocrática dos sindicatos do funcionalismo, principalmente do Sindisep e do Sinpeem (dirigido pelo vereador do PPS, Cláudio Fonseca), filiados a CUT, que não querem unificar servidores e professores de SP e impedem que a greve chegue à população.

Veja vídeo do Movimento Nossa Classe Educação para massificar a luta:

Bruno Covas está chamando professores temporários para substituir os que estão em greve e que representa um duro ataque ao direito de greve dos trabalhadores. Não bastasse isso, a mídia que já escondia a greve dos servidores municipais agora se propõe a atacá-la!

Em diversas entrevistas e reportagens feitas pela CBN e a rádio Gazeta (SP), os locutores colocam a população e os estudantes como vítimas do movimento grevista. Não falam nada sobre a verdadeira precarização dos serviços públicos através da crescente falta de investimentos e contratações, da privatização, que faz com que a população seja refém das negociações dos governos com os capitalistas.

Os metroviários de SP e os servidores da USP apoiaram o movimento dos professores municipais, denunciando também o descaso que sofre a população com o transporte público, que só aumenta de valor e a sua qualidade só piora.

Veja também: Professores dialogam com população de Tremembé para massificar a greve contra o Sampaprev

Recebemos diversas denúncias e reclamações de trabalhadores sobre as recentes declarações da mídia sobre a greve. Em uma delas um trabalhador escreve:

“Olá Gazeta SP, é profundamente triste que venho informar meu descontentamento com a declaracao do seu colaborador Henrique Terra. Sou ouvinte assíduo da programação da gazeta e ontem vendo a luta dos professores tive a infelicidade de ouvir seu locutor Henrique Terra usar da credibilidade da oudiencia da rádio GAZETA e chamar os professores de "ARRUACEIROS e DESOCULPADOS". Fico profundamente triste em saber que a rádio apoia essa posição, posição contra a classe dos professores , que são as pessoas mais importantes em nossa formação intelectual e de cidadania. Por isso venho informa que apartir de hoje não terá mais minha audiência pois nao posso ser ouvinte de uma rádio com posição anti populares. SOU pai de aluno da rede pública e apoio a greve Sim, pois sei que nesse país só se consegue algo com muita luta e oq eles estão reivindicando é relevante. Agora mexem com eles, mais pra frente essa reforma da previdência a nível federal pegara a todos nós TRABALHADORES e não VAGABUNDOS como quis dizer seu "nobre" apresentador"

Não ouvirei mais a rádio e farei o possível para que toda a sociedade saiba disso para que vocês sintam na pele oq é chamar trabalhador de DESORDEIRO por simplesmente lutar por seus direitos, direitos esses garantidos com muitas lutas e abaixo de muito suor.
Aguardo resposta!”

O posicionamento da CBN e a rádio Gazeta causa indignação! Condenam a justa greve dos trabalhadores contra a retirada de direitos e a precarização de serviços fundamentais, mostrando que estão do lado das reformas que querem nos fazer trabalhar até morrer em condições precárias!

Massificar a greve e buscar apoio da população

Ontem, 13/02, foi aprovada a continuidade da greve em mais uma assembleia que contou com a participação de milhares de professores e servidores do município de São Paulo.

Só com os professores e servidores podendo se colocar como sujeitos nessa luta, com comandos de greve tendo voz e fortalecidos, com representantes de cada unidade de trabalho, que a direção dos sindicatos vem tentando controlar marcando os atos por cima será possível romper com o cerco que a mídia faz e, com muita criatividade e combatividade, para que a luta saia do isolamento e se ligue com a população (que utiliza e depende dos serviços públicos) além de massificar o movimento inspirando confiança nos setores que ainda não aderiram.

A direção dos maiores sindicatos do funcionalismo, ambos filiados à CUT, SINPEEM (controlada pelo vereador do PPS, Cláudio Fonseca) e do Sindisep defendeu contra a proposta de que a categoria se unificasse no dia 20 com o "dia de mobilização" chamado pelas centrais sindicais, o que deixa muito claro que o sindicato não vê a necessidade de dar visibilidade a greve e unificar as distintas categorias de trabalhadores para poder tirar a greve do isolamento e assim poder ser vitoriosa. Sua política caminha para deixar a greve cada vez mais isolada e a vanguarda desgastada.

É um chamado a que todas e todos professores e servidores, juntos a comunidade escolar, a façam parte do ato manifestação que será as 15h horas na Prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá, na próxima sexta feira, 15. Assim como que cada unidade escolar e de serviço municipal envie um representante com as propostas de seus colegas para o Comando Unificado que vai ocorrer na mesma sexta feira, após o ato. A próxima assembleia ficou indicada para o dia 19 , terça-feira, às 14h em frente a Prefeitura.




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