Educação

"O Reitor diz que pobre não fica doente" relata terceirizado da UFRN

Publicamos aqui relato enviado ao Esquerda Diário por pesquisadora do Instituto do Cérebro da UFRN que foi ao Campus Central nesta quarta-feira e avistou apenas trabalhadores terceirizados trabalhando.

quinta-feira 19 de março| Edição do dia

"Tive que ir à UFRN para resolver algumas coisas no banco (e lá fica a agência mais próxima da minha casa). Pegamos o circular, que estava com horário reduzido e surpreendentemente, pegamos ele bem vazio.

A caminho do centro de convivência, percebi o quanto a UFRN estava vazia e consegui avistar um jardineiro trabalhando. Conversei com ele se não iriam liberá-lo e ele disse que ninguém falou nada com ele e que ele não podia parar de trabalhar, mesmo a universidade estando deserta.

Cheguei no banco, tinham poucas pessoas nas redondezas do centro de convivência.
Já na hora de ir embora, fui até um dos prédios para encher minha garrafinha de água e percebi que lá também só haviam os trabalhadores terceirizados. Perguntei o mesmo a eles (se não teriam dispensa para se protegerem) e um deles falou: "o reitor diz que pobre não fica doente. Aí a gente continuar trabalhando não tem problema".

Depois fui embora pra casa, com sentimento de injustiça porque essas pessoas que trabalham para manter a universidade não tem direito de se afastarem, mesmo quando não tem mais ninguém lá."

A Reitoria da UFRN mantém os trabalhadores terceirizados trabalhando, enquanto suspendeu o conjunto das atividades acadêmicas e administrativas. O Centro Acadêmico de Design está promovendo um abaixo assinado para que os trabalhadores terceirizados sejam liberados:

"fazemos este abaixo-assinado para exigir a liberação dos trabalhadores terceirizados da UFRN. Sendo necessário a garantia de que não haverá nenhum tipo de prejuízo salarial, abono no banco de horas, demissão ou transferência. Além disso, exigimos que sejam os próprios trabalhadores terceirizados que definam um plano de contingenciamento, pois são parte da nossa comunidade que garante o funcionamento da universidade cotidianamente."

O abaixo-assinado pode ser encontrado aqui.




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