Gênero e sexualidade

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O Papa pediu para abolir a Lei de Matrimônio Igualitário na França

quarta-feira 8 de abril de 2015| Edição do dia

Vincent Autin e Bruno Boileau se casaram na Câmara Municipal de Montpellier em 29 de maio de 2014. Poucos meses depois o Papa Francisco transmitiu a uma delegação de deputados franceses a seguinte doutrina: “Se é necessário, não devem hesitar em abolir leis contrárias aos princípios da Igreja Católica para proporcionar uma qualidade de vida que eleve e enobreça a pessoa”.

Francisco afirmou que “o princípio de laicidade que rege as relações entre França e as confissões religiosas não deve supor a exclusão da religião da esfera social”. Nesse sentido, não é só a intromissão da Igreja Católica no Estado – o qual impede, por exemplo, que o aborto seja legalizado – mas também, que pretende meter seu dedo inquisidor na vida privada das pessoas, regulamentando seu desejo.
À verborragia homolesbotransfóbica do Papa se agrega: “Vossa obrigação é propor leis, emendá-las, mas também excluí-las. Por isso é necessário colocá-las um espírito, uma alma, que não reflita apenas os modos e as ideias do momento, mas também que possibilitam uma qualidade vital que eleve e enobreça ao ser humano”.

Estas frases não devem nos surpreender. Foi Bergoglio quem declarou a Guerra de Deus quando foi sancionada na Argentina o Matrimônio Igualitário, sendo ele na época Cardeal; ou recentemente comparando as pessoas trans com bombas nucleares.
A luta por erradicar a discriminação e estigmatização para as pessoas trans, gays, lésbicas – ou qualquer sexualidade ou identidade que se viva por fora da heteronormatividade – deve ser acompanhada pela luta de todos os setores oprimidos. Para isso, é preciso lutar nas ruas, gritando em uma só voz a separação da Igreja do Estado.




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