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O FBI contra ataca e volta a explorar o escândalo dos e-mails de Clinton

O FBI informou que revisará mais correios eletrônicos pelo uso do servidor privado de Hillary Clinton, enquanto era secretária de estado, para determinar se continham informações confidenciais.

domingo 30 de outubro| Edição do dia

O diretor do FBI, James B. Comey, anunciou na sexta-feira que a agência investigará mais correios eletrônicos no caso relacionado com o uso de um servidor privado por parte de Hillary Clinton enquanto era secretária de Estado, para determinar se continham informação confidencial, mas agregou que não está claro o quanto significativo pode ser o material.

O anúncio foi um acontecimento inesperado a menos de duas semanas das eleições presidenciais dos Estados Unidos. Clinton tem mantido uma justa vantagem sobre seu adversário republicano Donald Trump durante as últimas semanas, mas não pôde esconder os escândalos que a perseguiram durante a campanha.

O FBI passou um ano investigando a utilização que fez Hillary Clinton de um servidor de correio eletrônico privado não autorizado em seu trabalho como secretária de estado, entre 2009 e 2013, logo que soube que havia informação confidencial de governo em alguns desses e-mails.

Em julho desse ano, o próprio Comey indicou que o organismo recomendaria não causar encargos a Hillary Clinton pelo uso do servidor privado. Mas afirmou que Clinton e seu pessoal haviam sido “extremamente descuidados” ao manejar material sensível.

Donald Trump aproveitou o novo revés de Clinton, para insistir que deveriam proibir-lhe de apresentar a candidatura a presidência. E assegurou em um ato em Manchester (New Hempshire) que, “a corrupção de Hillary Clinton é de uma escala jamais vista antes”, enquanto o público cantava em coro “prendam ela”. A campanha de Clinton não fez declarações desde o anúncio do FBI.

O anúncio chega eu um momento crítico e, caso se aprofunde, poderia apresentar um fator crítico no final de uma campanha em que Clinton, apesar de sua vantagem, não tem conseguido cativar seus votantes e tem angariado mais votos contra Donald Trump do que em apoio a sua candidatura.




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