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EDUCAÇÃO INFANTIL

O Brincar é um ato revolucionário

quinta-feira 11 de agosto de 2016| Edição do dia

Ao olharmos as crianças hoje em nossa sociedade e na escola, sabemos o quanto é importante propiciar vivências e experiências que as tornem mais humanas. Porém numa sociedade capitalista é evidente que a escola está a serviço do Estado e reproduz as relações estabelecidas por ele, onde os moldes são ditados pela burguesia.

Na escola muitas vezes os brinquedos são precários e não atendem as demandas necessárias, faltam bonecas e livros que representem as crianças negras, a escola não possui brinquedos adaptados para deficientes. Os membros que compõem o ambiente escolar oprimem as crianças para que se enquadrem no padrão moral estabelecido socialmente.

O que pode parecer natural para muitos, como separar brinquedos por sexo e cor, criam nas crianças desde muito cedo a percepção de como as coisas funcionam numa sociedade machista, racista e homofobia. E desta forma as crianças vão crescendo e se moldando para se adequar a essa sociedade opressora.
O ato de brincar por muitos é encarado como algo banal, sem importância, a Escola Sem Partido está na linha de frente para acabar de vez com os mínimos direitos que essas crianças têm de se expressar livremente.

O capitalismo oprime as crianças desde muito cedo, pois ao impor o consumo de brinquedos, escancara mais uma vez a sua forma de atuação, influenciando brutalmente as crianças a criar um imaginário de que para participar de alguma brincadeira é necessário possuir alguns brinquedos, que além de preços abusivos, possuem estereótipos que favorecem o padrão de riqueza e branquitude da burguesia.

Nós professores devemos encarar o brincar como um ato revolucionário, pois é através dessa simples ação que a criança experimenta o novo, e de forma livre e espontânea se constitui como sujeito social que toma suas próprias decisões.
Através das brincadeiras as crianças lidam com situações conflitantes e desafiadoras e podem aprender a lidar com elas de forma mais humana e igualitária, pois a partir do momento que são livres para decidir numa simples brincadeira, criam desde muito cedo o processo de reflexão sobre sua ação.

Devemos lutar para que desde pequenos nossos alunos, sejam formados para uma consciência crítica e reflexiva, e assim possam escrever sua própria história sem que as amarras desse mundo opressor os acorrentem. Toda criança tem direito de se expressar, e através das relações estabelecidas no ato de brincar, ela se humaniza, e se humanizar nos dias de hoje é um ato revolucionário.




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