segunda-feira 7 de novembro de 2016| Edição do dia

Estamos vivendo no país um verdadeiro “estado de sítio”, o qual vemos os direitos civis, políticos e sociais sendo cada vez mais restringidos pelo Estado neoliberal, que atende aos interesses das grande corporações, dos “grandes investidores”, do imperialismo capitalista, que procura manter seus objetivos, em detrimento de investimentos em Educação, em Saúde e nos setores menos favorecidos da sociedade.

O “estado de sítio” é percebido quando vemos uma ditadura de fato disfarçada de Democracia, a qual o Estado se utiliza da força policial, que legitima a violência, o uso da força e das armas como um meio para se alcançar um fim: a manutenção do “status quo”, da manutenção dos privilégios e dos lucros das empresas e de uma burguesia e elite podre, que joga sujo, amparados pela mídia golpista , omissa e mentirosa e por uma parcela alienada, manipulada e manipuladora da sociedade brasileira que, ao apoiar o Golpe, ajudou a abrir os caminhos para que a corja de políticos mal intencionados, aliados ao Judiciário, fizessem do poder que lhes fora conferido de maneira suja e ordinária, um meio para manter por um bom tempo os seus privilégios.

O processo de “Judicialização do Estado” está cada vez mais evidente, visto por duas vertentes: na prática quando os Três Poderes se unem entre si, quando atendem a manutenção dos seus interesses , articulando de maneira suja e desonesta; e na teoria, ao garantir os reajustes salariais dos funcionários do Judiciário, nos tempos em que o discurso neoliberal de “cortes de gastos”, de “ajustes ficais” estão cada vez mais na pauta e nos noticiários da mídia golpista.

É muito lamentável assistir às manifestações de ódio por parte daqueles que se acham “donos da verdade”, “senhores da razão” e querem impor, sem o mínimo de debate e discussão as suas maneiras de pensar e de agir. Estou falando da Direita golpista!

Essa deturpação da consciência social e política a qual todos nós vemos e de tabela acabamos vivendo é algo perturbador e preocupante, porque, como todos nós sabemos e já vimos, a História jamais perdoará tal desvio de consciência social e política dos fatos. Exemplos na história do país corroboram para comprovar tal constatação dita anteriormente. A colonização do país, a Escravidão, a Ditadura Civil
Militar são alguns exemplos da conta social e econômica que pagamos até os dias de hoje. Para esses “deturpados” de criticidade, a culpa é e sempre será do outro, ou dos outros. A culpa será sempre da Esquerda, dos que se preocupam verdadeiramente com os mais pobres, com a sociedade e que lutam por um ideal anticapitalista, buscando sempre a justiça social e por uma sociedade mais igualitária, a qual ver na Educação, não como um fim em si mesma(como pensam os capitalistas, que vêem a Educação apenas como um “grande negócio” lucrativo), mas sim como um meio para se alcançar a consciência política, social e coletiva, para servir de respaldo para que a luta contra o capitalismo explorador seja cada vez mais forte e consistente.




Tópicos relacionados

Opinião

Comentários

Comentar