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14J

O 14J será com professores e estudantes na rua, contra Bolsonaro, Witzel e o pacto pelas reformas

Somente com a força da classe trabalhadora nas ruas poderemos derrotar o pacto entre Bolsonaro, Congresso e STF para aprovar a reforma da previdência, avançando o programa de cortes e privatizações para fazer com que a população pague pela crise. Professores e estudantes já mostraram disposição de luta nos grandiosos atos do 15M e 30M, mesmo que com a política das direções sindicais de separar a pauta da educação de todo o resto, e seguir na atuação rotineira: o 14J será maior!

terça-feira 11 de junho| Edição do dia

A reforma da previdência significa roubar o futuro da juventude e deposita-lo no altar do grande capital, o mercado financeiro. Em resumo, trata-se de uma forma de acabar com um fundo que é público, e entrega-lo na mão dos bancos, que já controlam cerca de metade do orçamento do governo através do ilegítimo e ilegal mecanismo da dívida pública. Este é o eixo central em torno do qual toda a burguesia e sua casta política tem reunido força política para avançar com um amplo programa de espoliação do povo, descarregando todos os efeitos da crise econômica nas costas dos trabalhadores. Por essa razão, mesmo com suas divergências, Bolsonaro, Maia, Toffoli e os militares fecharam um pacto pela reforma da previdência, que também está sendo apoiada pela ala lava-jatista da justiça, além dos governadores dos estados, incluindo aqueles do PT e do PC do B.

Enquanto os podres poderes seguiam fazendo seus acordos de cúpula, amplos setores da juventude, inicialmente inflamados pelos cortes nas instituições de ensino federais, se juntaram ao ato dos professores no dia 15 de Maio milhões de pessoas as ruas, contra Bolsonaro e a reforma da previdência. No Rio de Janeiro foram mais de 100 mil, também contra Witzel e sua sangrenta campanha contra a população pobre e negra das periferias. Foi um ato contundente que provocou a primeira grande crise no governo federal, que precisou lançar mão até mesmo de sua base social ultrarreacionária. Mesmo assim o ato seguinte, chamado pelos estudantes no dia 30 de Maio, fez com que novamente as multidões marchassem. No Rio de Janeiro, milhares de professores foram às ruas nestes atos, mostrando que também não querem a reforma da previdência e o programa de cortes que está sendo imposto a população, o que é muito significativo, já que o maior sindicato de professores, o SEPE, sequer votou paralisação neste dia.

No Rio de Janeiro a situação é ainda mais grave, pois o estado é governado pelo sanguinário Witzel, que além de ser um árduo defensor de todos os ataques de Bolsonaro à população, tem promovido uma verdadeira política de extermínio em nome da falida “guerra as drogas”, com aumento significativo de assassinatos cometidos pela polícia. Além disso, o atual secretário de segurança do PDT, Pedro Fernandes, está conduzindo os ataques a educação no governo Witzel, fechando 190 turmas, usando as GLP’s ao invés de aumentar salários e contratar professores e transformando escolas estaduais em colégios militares.

Durante todo esse período, nacionalmente, as centrais sindicais agiram para tentar separar as pautas->https://esquerdadiario.com.br/14J-Sejamos-milhoes-de-jovens-e-trabalhadores-nas-ruas-para-derrotar-o-pacto-pela-reforma-entre] do combate aos ataques à educação e do combate à reforma da previdência, além de nacionalmente seguir negociando nossos direitos em troca do imposto sindical. É preciso denunciar todos aqueles que de alguma maneira estão tentando "melhorar" a reforma da previdência ou "negociar" o nosso futuro: os governadores do PT que dialogam com Bolsonaro sobre a reforma da previdência, todos os partidos golpistas, Tabata Amaral, que virou idealizadora de uma "reforma da previdência melhorada". Não aceitamos nenhuma destas variantes de reformas que querem nos fazer trabalhar até morrer: que os capitalistas paguem pela crise.

O PSOL hoje deveria cumprir o papel de fazer essa exigência ao PT e PCdoB e as centrais sindicais que eles dirigem, e inclusive a Intersindical (PSOL) se colocar a serviço dessa batalha. No Rio de Janeiro, o PSOL dirige vários sindicatos, como o SEPE, mas isso não se transforma como um elemento chave na correlação de forças e na construção do dia 14J. Por isso chamamos o PSOL, Boulos e parlamentares desse partido para convocar a juventude, que mostrou sua força no 15M e 30M, a ir para a porta das fábricas, escolas, metrôs e locais de trabalho para unificar com a classe trabalhadora impondo à burocracia sindical uma forte greve geral para derrotar os ataques à educação e o pacto de Bolsonaro, centrão e STF pela Reforma da Previdência.

É preciso que o SEPE, um dos sindicatos mais importantes do estado do Rio de Janeiro, organize a luta de todos aqueles que não aceitam mais viver neste estado de barbárie. O sindicato precisa romper a paralisia atual e organizar a categoria nas bases com passagens nas escolas, assembleias locais, aulas públicas com a comunidade escolar e sair do rotineirismo que já mostrou que está atrás da disposição de luta da categoria.

É preciso que nós professores juntos a juventude e demais setores da classe trabalhadora tomemos nas mãos esse movimento, exigindo que as direções chamem assembleias amplas onde todos que trabalham na educação possam participar e canalizar a sua revolta para promover uma campanha em cada escola contra o pacto pela reforma da previdência, capaz de construir nas ruas um movimento amplo da classe trabalhadora contra este governo e tudo o que ele representa.




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