Política

ELEIÇÕES 2018

Número de policiais e militares no legislativo quadruplica, parte do avanço da extrema direita

Em comparação às últimas eleições, o número de eleitos que se autodeclararam bombeiro militar, policial civil, policial militar, militar reformado, membro das forças armadas ao TSE aumentou de 18 para 73. Três deles foram eleitos para o senado, o que é inédito em anos.

segunda-feira 8 de outubro| Edição do dia

Em comparação às últimas eleições, o número de eleitos que se autodeclararam bombeiro militar, policial civil, policial militar, militar reformado, membro das forças armadas ao TSE aumentou de 18 para 73. Três deles foram eleitos para o senado, o que é inédito em anos.

Isso acompanha o quadro de avanço da extrema direita, ilustrado por 46,03% de votos no reacionário Jair Bolsonaro. Mais da metade desses são filiados ao PSL de Bolsonaro. O deputado federal mais bem votado no RJ, Helio Negão, é um deles. O PP, PR e Rede também elegeram policiais, sendo que o Rede elegeu três senadores.

Essas eleições que são manipuladas pelo judiciário e tutelada pelas forças armadas, com uma crescente politização desses setores, que não apenas intervém nas eleições desde os porões da ditadura, de onde nunca deveriam ter saído, mas também elegem seus representantes – que nunca foram nem serão aliados dos trabalhadores e da juventude que precisa derrotar Bolsonaro.

O avanço da direita e da extrema direita nessas eleições era esperado, considerando em uma situação em que o povo teve seu direito de votar em quem quisesse sequestrado com a prisão arbitrária de Lula, e que 3,3 milhões de eleitores tiveram seus títulos cancelados pelo não cadastramento da biometria, sendo a maioria no base eleitoral do PT que é o Nordeste, dentre outras investidas do judiciário golpista.

A “mudança da política tradicional” e o “combate à corrupção” nunca passou de uma escalada arbitrária para fortalecer o avanço de um neoliberalismo selvagem no Brasil, impondo ataques duríssimos aos direitos dos trabalhadores, do povo pobre e do conjunto dos oprimidos. Para derrotar Bolsonaro e toda a corja golpista e escravocrata é preciso que a luta vá muito além das eleições, pois já vimos que a estratégia do PT não foi capaz de barrar esse reacionarismo.




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