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Número de candidatos militares é o maior dos últimos anos

Segundo o jornal Estadão os registros de candidatos com o nome militar cresceram 39% nessas eleições, num total de 533 candidatos que incluíram suas patentes ou graduações militares no nome que aparecerá na urna no próximo dia 7 de outubro. Este número é 12 vezes maior que o registrado em 1994.

segunda-feira 17 de setembro| Edição do dia

Para quem acompanha cotidianamente a política e as eleições brasileiras diversos alguns nomes, com suas respectivas patentes, já estão bem conhecidos, como o general Villas Boas, que recentemente vem sido enfático na pressão ao Judiciário controlar o resultado dessas eleições. Legitimou que Bolsonaro pudesse contestar sua derrota nas eleições após a facada.

O general Mourão, o vice de Bolsonaro que já tentou dar um golpe na chapa e assumir o lugar do candidato líder nas pesquisas, o candidato a governador do estado do Ceará pelo PSDB Guilherme Theophilo. Agora o General Fernando Azevedo e Silva, chefe do Estado-Maior do exército, foi nomeado pelo ministro Dias Toffolli como seu assessor do seu posto de presidente do STF.

Estes são alguns nomes de militares que transitam cada vez mais na política brasileira, com a crescente politização das Forças Armadas.

Segundo o jornal Estadão os registros de candidatos com o nome militar cresceram 39% nessas eleições, num total de 533 candidatos que incluíram suas patentes ou graduações militares no nome que aparecerá na urna no próximo dia 7 de outubro. Este número é 12 vezes maior que o registrado em 1994.

Não é só Bolsonaro e sua “turma” que apostam na pressão via nomes militares, como citamos acima até mesmo o PSDB, que em suas propagandas eleitorais para a campanha a presidência do Brasil com Geraldo Alckmin tenta se separar de Bolsonaro e seu vice, tem apostado em demonstrar a firmeza nos seus objetivos de ataque a classe trabalhadora colocando um general como Guilherme Theophilo como seu candidato a governo do Ceará. Um militar que defende a militarização das escolas públicas como medida de segurança.

Com a crescente polarização no país e o avanço do golpe institucional orquestrado pela Lava Jato e se o Judiciário arbitrário, também as forças armadas tentam impor a sua a sua marca para um regime mais autoritário e que garanta a continuidade do golpe com mais ataques e mais repressão aos trabalhadores e a juventude. Não a toa, o que há em comum entre todos esses nomes é a defesa de mãos mas duras no combate à violência, leia-se mais assassinatos da juventude pobre e negra e repressão aos movimentos sociais, além de uma educação militarizada e mais ajustes para a degradação da vida dos trabalhadores.

Foram parte também, de garantir com declarações polêmicas, inclusive pró ditadura e golpe militar, a proscrição eleitoral de Lula, que tirou o direito da população de decidir em quem votar nessas eleições, com o intuito de garantir um candidato arranjado pela seus próprios interesses e do judiciário.

A politização das forças armadas e e tantos militares é a amostra mais clara e atrasada de uma conjuntura eleitoral polarizada, que faz parte de um regime abalado pela crise de representatividade e pela busca de saídas não convencionais da população para a crise política e econômica no país.




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