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Núcleo de Consciência Negra organiza plenária na Unicamp: O não-lugar do negro na universidade

Hoje às 17:30, no teatro de arena da Unicamp, o Núcleo de Consciência Negra realizará uma plenária para discutir acesso na universidade, redução da maioridade penal, aumento das penas, terceirização, polícia e outros temas relevantes à questão negra.

Guilherme Requenate

Membro do Núcleo de Consciência da Unicamp e militante da Faísca, juventude Anticapitalista e Revolucionária!

terça-feira 15 de setembro de 2015| Edição do dia

No dia de hoje, terça-feira, no teatro de arena da Unicamp será realizada uma planária de negros e negras para discutir entre os principais temas: o acesso nas universidades, terceirização, polícia, redução da maioridade penal e aumento das penas.

Numa universidade com apenas 8% dos estudantes autodeclarados negros (somos 35% no estado), uma das poucas que ainda não tem sistema de cotas; na mesma que contou, em 2015, com o menor número de ingressantes vindos de escola pública em 7 anos; na universidade “de ponta” que escancara o contraste entre os supersalários dos cargos administrativos ligados a REItoria e a falta de permanência estudantil (moradia caindo, rede elétrica explodindo, falta de estúdios para casais, bolsa com contrapartida de trabalho etc) e o salário mínimo entregue com assédio e péssimas condições de trabalho às trabalhadoras terceirizadas - aqui, nos cargos mais precários, a porcentagem de negros é bem maior que 8%! Nessa universidade, que portanto tem o RACISMO como “programa de ingresso” ao povo negro, é fundamental que o espaço da plenária sirva para nós pretos nos organizarmos e nos posicionarmos contra tais condições.

Também em meio ao atual cenário político bastante dinâmico – não se passa uma semana sem que novos políticos sejam incluídos em listas de investigação por corrupção ou sem que esses mesmos políticos deliberem mais algum corte ou ajuste sobre os trabalhadores - a plenária pode e deve ser um espaço onde nós negres, possamos nos organizar e nos fundir com os setores mais oprimidos da própria universidade e de fora dela – como os estudantes de instituições privadas, que por não conseguirem entrar em faculdades públicas ou se manterem por falta de assistência estudantil, precisam entregar uma enorme parte do seu salário aos magnatas donos das faculdades da “pátria educadora” - impulsionando então, um plano nosso, uma alternativa política, independente dos canalhas que, cercados de bolsas-qualquer-coisa e vários privilégios, atacam toda a classe trabalhadora, em especial a camada da carne mais barata, que recebe os menores salários, são terceirizados, assassinados, encarcerados e que recebem péssimas condições de trabalho – o povo negro.

Não deixaremos que a última palavra seja dada pela casta política da casa grande! Não aceitaremos que tais políticos encarcerem e matem a juventude negra! Não aceitaremos que nos destinem o trabalho massivo, repleto de assédio, precário e terceirizado!

Evento: https://www.facebook.com/events/1008877852458256/




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