Sociedade

VACINA CONTRA HIV

Novos resultados positivos de vacina cubana contra o HIV

quarta-feira 1º de março de 2017| Edição do dia

A vacina Teravac-HIV vem passando por testes há alguns anos em Cuba. Sua ação consiste em reduzir a carga viral de HIV no sangue, aumentando a qualidade de vida dos portadores do vírus.

Desde 2012, pesquisadores do Centro de Engenharia e Biotecnologia de Havana, Cuba, vêm desenvolvendo testes em humanos da vacina Teravac-HIV. Nos estudos pré-clínicos em animais, foi identificado que a vacina aumenta a resposta imunológica de organismos infectados pelo HIV (vírus causador da AIDS- síndrome da imunodeficiência adquirida).

Agora, chegou-se ao resultado de que também em seres humanos a vacina potencializa a resposta imunológica. Os testes, realizados num grupo de 9 portadores do vírus, não indicaram nenhuma reação adversa nem de toxicidade.

A Teravac-HIV foi desenvolvida a partir de uma proteína recombinante e busca induzir uma resposta das células ao vírus. Seu efeito não é o de erradicar o vírus do organismo, mas de estimular o sistema imunológico e reduzir assim a carga viral, aumentando a qualidade de vida das pessoas portadoras do HIV.

A pesquisadora Yayri Caridad Prieto Correa, que apresentou os resultados do estudo no congresso BioProcess Cuba 2017, afirmou que não se deve criar falsas expectativas sobre a vacina, e que esta ainda passará por novos testes em soropositivos para verificar sua eficácia em larga escala. Assim como a fase atual de testes, anunciada em março de 2012, a nova etapa deve levar ainda alguns anos.

Defender as conquistas da revolução cubana

Em 2015, Cuba tornou-se o primeiro país do mundo a erradicar a transmissão do HIV de mãe para filho, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Tal feito só foi possível graças à grande rede de saúde pública e do elevado número de médicos na ilha, conquistas da revolução cubana. Porém, a burocracia castrista é uma ameaça à continuidade das conquistas do processo revolucionário de 1959.

Cuba, dirigida por décadas por Fidel Castro, experimentou um salto nos serviços públicos, devido à pressão dos trabalhadores. Todavia, desde o início o sistema político foi burocratizado, evitando que se estabelecesse uma democracia operária.
Nos últimos anos, Cuba tem trilhado o caminho oposto dos anos que sucederam a queda do fantoche norte-americano Fulgêncio Batista: mais setores da economia foram abertos ao investimento privado e as relações com os EUA têm aumentado. Esses movimentos geopolíticos e econômicos são ameaças diretas aos avanços da revolução cubana, visto que apontam para um retorno completo à economia de mercado.

Defender a saúde, a educação e todas as outras conquistas dos trabalhadores cubanos é essencial para manter vivo o legado positivo das revoluções do século XX. Mas é preciso fazê-lo combatendo a burocracia da família Castro e de todo o Estado cubano, cuja prática atualmente conflui com a restauração capitalista da ilha.




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