Internacional

Novos protestos contra a violência racista e policial frente às próximas eleições nos Estados Unidos

O brutal registro do assassinato do afroamericano Daniel Prude pelas mãos da polícia e difundido pelas redes sociais, volta a avivar a indignação de milhões, que exigem justiça. As jornadas de protestos tem se repetido durante as últimas noites, sendo reprimidos e detidos pela polícia de Rochester durante o final de semana.

segunda-feira 7 de setembro| Edição do dia

Ainda permanece aceso o ânimo dos protesto no Estados Unidos, frente as próximas eleições que acontecerão no dia 3 de novembro, no marco de um forte repudio a violência racista da polícia, com exemplos dos assassinatos de George Floyd em Minneapolis, o disparo a queima roupa contra Jacob Blake em Wisconsin.

Por sua vez, o endurecimento dos métodos repressivos dos antiprotestos, tem significado durantes estes últimos meses, uma grande quantidade de mortos pelas mãos da polícia e também por parte de civis, como o caso de Anthony Huber que foi assassinado por um menor de idade de 17 anos, Kyle Rittenhouse, na cidade de Kenosha.

Blake, que ficou paralítico logo após os disparos, disse suas primeiras palavras em público, através de um vídeo no Twitter, aparecendo em uma cama de hospital com uma bata verde, de acordo com o publicado pela impressa El Mostrador.

”Tenho grampos nas costas, grampos no meu maldito estômago” referindo o jovem afroamericano através do vídeo publicado por seu advogado Bem Crump, acrescentando “Dói respirar, dói dormir, dói mover-se de um lado para o outro, dói comer”

As cidades em protesto e a brutalidade policial que se mantém

Já são mais de 100 dias de uma grande chama que acendeu a indignação de milhões de pessoas no Estados Unidos, gerando mobilizações com a consigna #BlackLivesMatter em dezenas de cidades.

O presidente Donald Trump, não tem nenhum escrúpulos em dizer que poderia cortar fundos das cidades que ele aponta como anarquistas, referindo-se a Washington, Seatle, Nova York e Portland, e dizer que aquelas cidades onde são sentidas com maior força os protestos, inclusive abrindo o debate sobre a possibilidade de dissolver a instituição policial, que vez após vez cobra novas vidas frente a seus atos de violência racista.

No que se refere a estas duas últimas, mantem-se bastante aguda a tensão política produto da intervenção da polícia. No caso de Nova York, expressado por meio de uma brutal repressão por parte do contingente policial de Rochester na quarta noite de protestos na cidade. Estas, com o motivo da morte de Daniel Prude, um homem afroamericano assassinado pela polícia em 27 de março, no qual a polícia assassina disparou após cobri-lo com um capuz.

No caso de Portland, completando o centésimo dia de protestos noturnos, cuja última realização deixou um saldo de 50 detidos.

Raiva popular frente as próximas eleições

Fica claro o difícil cenário que rodeia o magnata ultradireitista Donaldo Trump frente as próximas eleições, onde sua criminosa política frente a pandemia do COVID-19 e o estouro do movimento antirracista, penetram suas aspirações de seguir no posto na Casa Branca. Questão que aproveita o Partido Democrata por meio de seu candidato Joe Biden, que embora não termina de convencer o eleitorado, joga suas fichas apoiando-se na figura que tem uma importante aprovação como a senadora pela Califórnia, Kamala Harris, quem se indica a vice-presidência.

No entanto, o que está claro é que nem a política ultradireitista e provocadora de Trump, nem a linha de centro, com reformas em certas medidas dos democratas por meio de Biden –como é o caso da polícia- são uma opção para a situação atual que se vive no coração do imperialismo, onde a crise sanitária produto da COVID19 e a indignação frente os crimes raciais tem colocado milhões nas ruas novamente.

A política do mal menor e uma grande frente anti-Trump tem começado a operar, tomando a fúria nas ruas e nas urnas no próximo 3 de novembro, mas que em nada significará uma mudança estrutural nas demandas e lutas do povo trabalhador. Uma mudança que só pode vim de uma política independente dos grandes partidos do establishment, através de um partido socialista e revolucionário, que coloque abaixo de uma vez por todas os pilares da democracia burguesa, racista, xenófoba e misógina.




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