Política

PACOTE DE MALDADES DO PEZÃO

Novo protesto contra pacote de Pezão em frente à Alerj

Nova manifestação reúne servidores públicos em frente à Assembleia Legislativa do Rio contra a aprovação do pacote de Pezão. Muitos policiais também estão presentes e o comandante do Batalhão de Policiamento em Grandes Eventos, que comanda o policiamento do ato, chegou a usar o microfone do carro de som para se dirigir aos presentes.

terça-feira 29 de novembro| Edição do dia

[atualizado às 15:15]

Nessa terça-feira, 29, mais uma vez a Alerj irá debater medidas do pacote proposto pelo governador Pezão (PMDB) contra a crise no estado. As medidas debatidas são o projeto que limita a despesa de pessoal dos três poderes a 70% do aumento real da receita corrente líquida do ano anterior, e o pagamento de servidores com 40% das receitas dos fundos estaduais.

Também serão votadas medidas apresentadas na semana passada, entre elas a extinção da frota de veículos oficiais a partir de dezembro de 2018 e a restrição da realização de sessões solenes ao horário normal de expediente, para economizar luz e horas extras do pessoal da casa. Evidentemente, votações como essa são completamente inócuas diante da crise, mas têm como objetivo tentar acalmar os ânimos da população e servidores que estão testemunhando a eclosão de escândalos dos governos de Cabral e Garotinho, enquanto são submetidas aos ataques do pacote de Pezão.

Foi feito no ato um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do acidente com o avião do Chapecó.

O ato é composto por delegações de diversos setores do funcionalismo, com predominância dos setores do judiciário. Há também delegações do SEPE (Sindicato dos profissionais de esino) e Sindipefaetec (dos servidores da Faetec). São alguns milhares que estão em frente à Alerj no protesto.

Há um clima de tensionamento entre os policiais que participam da manifestação e os que estão fazendo a segurança da Alerj, ainda que mais cedo os policiais que estão cercando a Alerj por trás das diversas barreiras de grade tenham circulado pelo ato cumprimentando pessoas e o próprio comandante do policiamento tenha feito uso do carro de som da manifestação para pedir um ato pacífico e dizer que "uma boa manifestação é um bom trabalho para ele".

Falas de policiais que participam da manifestação responderam ao Tenente-Coronel Rubens Pinheiro dizendo que representavam os policiais "desse lado da grade".Já foram jogadas bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes que tentaram derrubar as grades laterais do prédio.

Independente dos atritos entre policiais na manifestação e aqueles que estão em serviço, seguimos alertando que a unidade com setores das forças armadas é uma armadilha para o movimento que só poderá levá-lo à derrota.




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