Mundo Operário

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Novo processo trabalhista a ativistas comprova ilegalidade em demissão de Brandão

Completando-se 8 anos da demissão ilegal de Claudionor Brandão, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP a repressão aos ativistas e sindicalistas desta universidade continua forte. Novos processos surgiram, sempre pra criminalizar a atividade sindical de defesa dos trabalhadores, incluindo os terceirizados. Neste exato momento a USP está buscando expulsar o Sindicato de sua sede histórica.

sexta-feira 10 de junho de 2016| Edição do dia

Como já se apontava no momento da demissão de Brandão, tratava-se de demissão por motivações de perseguição política e ação anti-sindical. Além disso, a USP arbitrariamente considerou que poderia demitir um diretor sindical que gozava do direito de estabilidade sindical sem mesmo acessar a justiça do trabalho, permitindo assim o direito de defesa do réu. No ano passado, novos diretores do Sindicato foram processados pela Universidade que pedia demissão por justa causa de dois diretores sindicais negros, Pablito e Zelito, que lutavam por cotas raciais na USP e em defesa dos trabalhadores. Entretanto, neste episódio a USP sem anunciar corrigiu o procedimento e entrou com processo diretamente na Justiça do Trabalho. O resultado foi a negativa da demissão, impedindo que os diretores sindicais fossem demitidos.

O Esquerda Diário conversou com Luis Moro, advogado trabalhista de Claudionor Brandão, que comentou o caso "O resultado dos processos contra Pablito e Zelito, denota a ilegalidade e inconstitucionalidade da demissão de Brandão. Na defesa de Brandão nós destacamos este fato: a USP demitiu o Brandão arbitrariamente, enquanto estável e líder sindical, com o nítido propósito (e ilícito) de exclusão de estável da comunidade acadêmica, fora da legalidade e com motivação de perseguição política e em atitude anti-sindical. Agora o novo procedimento adotado pela USP contra Pablito e Zelito confirma que estávamos certos, pois passaram a promover a abertura de processos de inquérito para apuração de falta grave diretamente na Justiça do Trabalho o que significa, na prática, que a USP está reconhecendo o erro. Neste caso, para corrigir a situação, somente haveria coerência se Brandão fosse reintegrado imediatamente com indenização. E é isso que esperamos que o Judiciário faça".

O Sintusp, os trabalhadores da USP e centenas de estudantes, professores, artistas, intelectuais e juristas continuam exigindo a reintegração imediata de Brandão.




Tópicos relacionados

Repressão   /    USP   /    Mundo Operário

Comentários

Comentar