NOVO MINISTRO DO TRABALHO

Novo ministro do trabalho foi autuado 24 vezes por infrações trabalhistas

As irregularidades aconteceram em sua fazenda, em Conceição do Rio Verde, no sul de Minas Gerais, entre 2005 e 2013 e englobam desde risco à saúde dos funcionários, até 3 anos de trabalho sem registro em carteira.

Pammella Teixeira

Belo Horizonte

terça-feira 24 de julho| Edição do dia

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Os auditores do Ministério do Trabalho fizeram sete fiscalizações entre 2005 e 2013 na Fazenda Campestre, onde o ministro mantinha uma plantação de café. Uma das autuações, de 2009, refere-se a dois trabalhadores rurais que estavam sem registro em carteira de trabalho, e, portanto, sem o pagamento de benefícios trabalhistas como FGTS, INSS e férias remuneradas. Além disso, a fiscalização também encontrou falhas de segurança e higiene na fazenda.

De acordo com os autos de infração, os trabalhadores tinham livre acesso ao depósito com agrotóxicos, que ficava perto do refeitório dos funcionários, não havia fornecimento de equipamento de proteção individual aos trabalhadores, as
instalações elétricas eram precárias e havia risco de contato acidental com a picadeira. Além disso, a moradia dos funcionários ficava perto da baia dos animais.

O atual ministro na época era desembargador e vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, em Belo Horizonte. Ele foi empossado por Michel Temer no início de julho, após escândalos seguidos com outras tentativas de nomes para o ministério do trabalho, buscando a manutenção da agenda de reformas contra os trabalhadores.

A deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) teve posse impedida pela polícia federal após ter sido condenada pela justiça do trabalho por não assinar a carteira de dois motoristas, que trabalhavam 15 horas por dia.

Helton Yomura, a tentativa seguinte do golpista Michel Temer, saiu do cargo em 5 de julho após operação da Polícia Federal sobre fraude na concessão de registros sindicais. Ele ainda foi denunciado pelo Ministério Público por furto qualificado de energia, e a partir do julgamento pode ser condenado a uma pena máxima de 12 anos de prisão.

Caio Luiz de Almeida de Mello é a nova aposta de Temer para aprofundar ainda mais os ataques contra os trabalhadores e, pelo seu histórico de infração das leis trabalhistas, parece correto que o golpista conte com ele para prestar esse papel.
O governo golpista de Michel Temer segue cada vez mais encurralado por suas próprias práticas que deslegitimam sua governabilidade, e mesmo assim seguem a qualquer custo tentando implementar mais ataques aos trabalhadores a partir de seus nomes de confiança indicados aos cargos públicos.




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