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MINISTÉRIO DA SAÚDE

Novo Integrante do Ministério da Saúde é Militar e fez festa no meio da pandemia

quinta-feira 21 de maio| Edição do dia

Nesta terça feira (19) Bolsonaro divulgou os novos integrantes de sua equipe, dentre os nove militares, nomeou Giovani Camarão como coordenador de Finanças do Fundo Nacional de Saúde no Ministério da Saúde. Os requisitos a serem preenchidos para compor a equipe do presidente são os mais insensatos possíveis, e Giovani consegue preencher pelo menos um deles, contrariar a recomendação da OMS de evitar aglomerações.

Em foto publicada nas redes sociais legendada pelo próprio com “niver do gerson 03/04/2020”, Camarão aparece em festa com ao menos 17 pessoas no começo de abril, momento em que o Brasil já tinha mais de 9 mil infectados pelo COVID-19 segundo dados oficiais (sem contar as subnotificações). A postura vai no sentido contrário às orientações da OMS, mas no mesmo sentido do presidente, que relativiza a importância do isolamento social.


Imagem divulgada da festa

As nomeações do presidente vem sendo criticadas por significarem o preenchimento de cargos de tamanha importância com pessoas inexperientes e com posicionamentos que contrastam com diretrizes técnicas baseadas em estudos científicos para gerirem um crise na saúde que já deixou mais de 19 mil mortos no país. Isso mostra que Bolsonaro rasgou o decreto que havia editado sobre critérios para ocupação de cargos que continha: possuir experiência profissional de no mínimo dois anos, ser especialista, mestre ou doutor e cursos de capacitação.

O presidente e governadores assistem o colapso do SUS enquanto a saúde privada mantém seus lucros à custa da saúde da população. Ao mesmo tempo em que os governadores querem minimizar os efeitos da pandemia apenas com a quarentena sem os testes massivos. A quarentena indiscriminada significa juntar em cada casa indivíduos contaminados e não contaminados e, por isso, é pouco efetiva no objetivo de conter a disseminação do coronavírus.

Por isso não podemos depositar nenhuma confiança nesses capachos da burguesia, a postura e negacionista de Bolsonaro frente a essa pandemia em escala global demonstra como ele governa conforme suas necessidades, da sua família e dos empresários, e não para a classe trabalhadora, para esses reserva apenas as mortes, miséria e demais sequelas deixadas pela crise.

Além de materiais de proteção, ampliação de leitos e respiradores à toda população é necessária a disponibilização de testes massivos para racionalizar a quarentena. Devemos depositar confiança em nossas próprias forças para impor pela luta uma saída da classe trabalhadora e dos setores oprimidos. Para não ser os trabalhadores e os mais pobres a pagarem por esta crise com suas vidas.




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