Educação

TERCEIRIZAÇÃO

Novamente atraso nos salários das merendeiras de Marília

Novamente as merendeiras de Marília tiveram seus salários atrasados pela empresa Solução e Prefeitura de Marília. Em Outubro foram mais de 13 dias de atraso sendo que só após a greve receberam. Em Novembro novamente o desrespeito do atraso.

quinta-feira 10 de novembro| Edição do dia

Em menos de um mês o ABSURDO se repete: as merendeiras de Marília que em Outubro entraram em greve após mais de 13 dias de atraso nos salários como denunciamos aqui, tem em Novembro novamente os seus salários atrasados.

As merendeiras que prestam serviço terceirizado para as escolas estaduais pela empresa Soluções Terceirizadas relatam que a prática dos atrasos do salário é comum desde 2015. Aqui vemos a verdadeira face da terceirização do trabalho: por um lado uma empresa terceirizada que lucra muito com a super exploração e precarização do trabalho das merendeiras. Por outro, uma Prefeitura incompetente que está com meses de atraso no repasse de verbas para a empresa terceirizada. Nesse caso, prefeitura e empresários são aliados para explorarem as trabalhadoras. Isso também se repete na questão do lixeiros que paralisaram o trabalho - de modo
que alguns bairros da cidade estão a mais de 5 dias sem coleta – também pelos atrasos nos salários.

Mexeu com as merendeiras, mexeu com todos da Educação!

É fundamental que nesse momento em que os governos atacam a educação pública e planejam piorar o que já está ruim através da PEC55/241 e a Reforma do Ensino Médio, todos os trabalhadores e trabalhadoras da educação estejam unidos numa mesma luta. Professores e funcionários precisam perceber que o ataque às merendeiras é um ataque a todos nós e à educação publica. Hoje são elas e amanhã com certeza seremos nós se não lutarmos agora.

Mesmo que tenhamos recebido a notícia que diante do anúncio da greve das merendeiras para amanhã 11/11 a empresa terceirizada depositou o dinheiro agora à noite, não podemos achar que está tudo bem. Quem pagará os prejuízos das contas atrasadas, dos juros e dos empréstimos que essas trabalhadoras – que muitas vezes dependem de seu salário para sustentarem suas famílias – tiveram que fazer para sobreviverem aos mais de 13 dias de atraso no mês passado e com o atraso desse mês? Inclusive pensando que amanhã 11/11 será um dia nacional de mobilização em todo país - e em Marília será forte nas escolas - achamos que até seria interessante manter a greve como uma forma de alerta para a empresa/prefeitura que lesam as trabalhadoras a mais de um ano com esses atrasos. De todo modo ficamos felizes pelo fato das trabalhadoras terem recebido e que isso é uma mostra de que a empresa cada vez mais tem medo da força da união dessa categoria.

De acordo com o professor Breno Cacossi, do Professores Pela Base (Grupo de oposição à Apeoesp): “Nessa paralisação nacional que terá uma boa adesão em Marília precisamos gritar a nossa indignação contra esses atrasos. Isso é o resultado da terceirização do trabalho que o Governo Alckmin/Temer tanto defendem: Atrasos sistemáticos, menos direitos trabalhistas que os concursados, contratos frágeis, maior possibilidade de assédio no trabalho e um maior controle político das trabalhadoras. Reivindicamos a união, a coragem e a luta das merendeiras terceirizadas das escolas! Achamos fundamental que tanto o sindicato delas quanto o nosso - a Apeoesp – levantem a única bandeira de luta que pode resolver definitivamente essa situação: pela imediata efetivação das trabalhadoras terceirizadas sem necessidade de concurso público!




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