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Nova pesquisa do Ibope usa filtro tendencioso para influenciar eleições

terça-feira 2 de outubro| Edição do dia

Nesta segunda-feira, 01°, a pesquisa encomendada pela Rede Globo e pelo jornal O Estado de São Paulo, feita pelo Ibope, informa um crescimento considerável do candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro, mesmo após diversos atos que ocorreram no fim de semana anterior contra o candidato.

Analistas alertaram para o fato de que um novo filtro foi utilizado nesta pesquisa. Primeiramente era perguntado para os entrevistados se eles haviam votado na eleição anterior, e caso a resposta fosse negativa o entrevistador não prosseguia com a entrevista, o que fez com que muitos jovens que irão votar pela primeira vez fossem impedidos de responder o questionário.

Ao ser colocado esse filtro, que de acordo com analistas não foi utilizado nas pesquisas anteriores, poderia ter uma diferenciação no resultado, e no caso dessa pesquisa saltou aos olhos o suposto aumento no número de votantes no candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro, o candidato com maior rechaço entre a população.

Nos encontramos num momento diferenciado no país, no qual tem-se o prosseguimento de um golpe institucional, com seu aprofundamento na prisão arbitrária de Lula, que impediu que milhões de brasileiros tivessem o direito de votar em quem quisessem, com o intuito de se colocar um candidato á presidência que fosse capaz de passar os ataques no tempo desejado pelos grandes empresários, que não querem perder um centavo de seus lucros - não que o PT, como partido que conciliou durante os treze anos de governo com empresários e banqueiros e possibilitou grandes lucros a eles, não fosse também aplicar os ataques.

Nesse momento de eleições manipuladas se faz necessária atenção redobrada, mas para além disso, é preciso entender que a única maneira de não serem os trabalhadores, o povo pobre e a juventude a pagar pela crise é a construção de uma forte mobilização nas ruas, no qual os sindicatos e movimentos sociais impulsionem essa luta por uma constituinte livre e soberana, imposta pela luta, que conte com a participação dos trabalhadores, e que defenda medidas como "mandatos revogáveis para juízes", "que todo político ganhe igual uma professora", "julgamento dos casos de corrupção por júri popular" e que se impeça novas reformas, como a da previdência, e anule todas as outras que já passaram e que possuíam o objetivo de fazer a população pagar pela crise.




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