Mundo Operário

DIA NACIONAL DE LUTA

Nova jornada Nacional de Mobilização mostra a força dos trabalhadores caso houvesse unificação das lutas

Hoje em todo Brasil, as confederações metalúrgicas e sindicatos realizaram uma serie de mobilizações dessa categoria contra a retirada de direitos articulada pelo governo de Michel Temer.

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

sexta-feira 30 de setembro| Edição do dia

O Dia Nacional de Mobilização e Paralisação dos Metalúrgicos foi organizado pela Força Sindical, CUT, CTB, CSP Conlutas e demais centrais sindicas através de sindicatos e confederações metalúrgicas que dirigem. Diversas manifestações como nas fabricas de Betim MG, nas fabricas da Zona Leste de São Paulo, em Osasco, em Pindamonhagaba, São José dos Campos, Rio Grande do Sul, São José dos Pinhais, Curitiba, Catalão mostraram que de um lado que existe força para resistir aos ataques do governo Temer.

Em petroleiros diversas unidades tiveram paralisações parciais, atrasos na entrada e operação padrão, tal como ocorreu na refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão litoral paulista. Algumas unidades no Rio de Janeiro iniciaram uma grave no dia de hoje.

Conforme já falamos neste site anteriormente, apesar das medidas de Temer serem rechaçada pela população e de existir uma disposição dos trabalhadores em resistir contra os ataques que estão sendo anunciados, do outro lado este dia de paralisação mostrou que as centrais sindicais não colocaram em pé um plano de luta efetivo contra por abaixo o governo de Temer e barrar suas medidas impopulares.

Este dia de paralisação foi marcada pela divisão que a centrais sindicais impôs aos trabalhadores, ao ter proposto dois dias de paralisação diferentes em uma semana, com categorias diferentes. A CUT e CTB apoiam a ’’oposição moderada’’ do PT que já deu declarações através de Lula que não quer incendiar o país, do outro lado temos a Força Sindical que é correia de transmissão dos interesses do governo golpista dentro do movimento de trabalhadores.

Apesar disto, os trabalhadores sabem que a sua condição de vida com este governo golpista só vai piorar e por isso sentem a necessidade de dar uma resposta para a crise econômica que o país está passando. Para que tenhamos uma luta efetiva capaz de barrar a retirada de direitos trabalhistas e sociais é preciso superar a divisão entre os dias de luta de cada categoria e organizar uma verdadeira greve geral contra os ataques de Temer e das empresas.




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