LAVA JATO

Nova fase da Lava Jato prende Vacarezza e coloca na mira negócios de multinacionais gregas

sexta-feira 18 de agosto| Edição do dia

Vaccarezza, líder do PT na Câmara entre janeiro de 2010 e março de 2012 e atualmente filiado ao PTdoB é acusado pelo Ministério Publico Federal (MPF) , em Curitiba, de exercer "influência decorrente do cargo" em favor da contratação da empresa norte-americana Sargeant Marine pela Petrobras, em doze contratos estabelecidos, entre 2010 e 2013, no valor de aproximadamente US$ 180 milhões.

A PF deflagrou a operação e também outra fase da Lava Jato que investiga facilitação da contratação de armadores gregos para o fretamento de navios, tendo como contrapartida o pagamento de vantagens indevidas.

As apurações permitiram concluir que o então diretor de Abastecimento ajustou com o cônsul honorário da Grécia no Brasil, Konstantinos Kotronakis, um esquema de facilitação de contratação de navios gregos, mediante o fornecimento de informações privilegiadas.

Vacarezza foi preso pela Operação Lava Jato na manhã de hoje, sexta-feira, e já recebeu voz de prisão, mas encontra-se em sua residência, sob custódia da Polícia Federal, segundo apuração do Jornal Estado de São Paulo,

Em nova ofensiva da operação Lava Jato, duas novas fases da operação ocorrem simultaneamente na manhã desta sexta-feira. Os mandados foram cumpridos em São Paulo, Santos e Rio de Janeiro, foram expedidas 46 ordens judiciais, 29 mandados de busca e apreensão, 11 mandados de condução coercitiva e seis prisões temporárias, ainda não foi divulgado a lista dos investigados e presos, além do ex-petista.

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A empresa americana realizava fornecimento de asfalto para a estatal e foi citada em delação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

Em entrevista coletiva o delegado Filipe Hille Pace disse que Cândido Vaccarezza não conseguiu justificar os R$ 122 mil apreendidos em sua casa. O delegado disse também que Sérgio Moro decretou a prisão temporária do ex-deputado para colher mais provas, mas depois poderá decretar a prisão preventiva.

Na operação faz uma ofensiva direcionada a quem lhe interessa, o escândalo não atinge poderosos do setor petrolífero, que atuam predominantemente no setor de sondas, máquinas e exploração, e estão dominadas por empresas americanas.

Outra empresa escolhida pela operação foi a americana Sargeant Marine, é de pouca expressão e especializada em transporte internacional de asfalto, muito longe de ser uma gigante do setor. O que se vê é uma ofensiva maior a um setor empresarial europeu, que tem sido uma marca na operação, no caso foi o grego, que domina o afretamento de barcos de transporte. A operação está rodeada dos interesses dos grandes grupos econômicos e da disputa entre imperialismos.

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Fonte de Informações: Agencia Estado
Fonte da foto: Jornal O Sul




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