ELEIÇÕES 2018

Novo Datafolha: redobremos nossa mobilização contra Bolsonaro

Diferença entre Haddad e Bolsonaro cai significativamente segundo pesquisa do DataFolha. Nessas eleições descaradamente manipulada pelo Judiciário, tutelada pelas forças armadas, é urgente a construção de uma força militante real, capaz de barrar Bolsonaro, o golpismo e as reformas. Preparada, para que, ainda no caso de vitória do petista, vá às ruas barrar o desejo dos capitalistas de descarregar a crise nas nossas costas.

quinta-feira 25 de outubro| Edição do dia

Nova pesquisa do DataFolha, divulgada hoje (25), mostrou que diferença entre o petista Fernando Haddad e Jair Bolsonaro caiu de 18 para 12 pontos. Haddad avançou para 44% e Bolsonaro caiu para 56%, sendo a mais significativa mudança no quadro das pesquisas desde o início do segundo turno.

Em votos totais, Bolsonaro tem 48%, ante 38% de Haddad e 6% de indecisos. Há 8% de eleitores que declaram que irão votar branco ou nulo. Desses, 22% afirmam que podem mudar de ideia até o dia da eleição.

Entre os mais jovens (16 a 24 anos), Haddad viu sua intenção de voto subir de 39% para 45%, empatando tecnicamente com Bolsonaro, que caiu de 48% para 42%. Em todas as faixas etárias superiores, contudo, o deputado mantém sua vantagem sobre o ex-prefeito.

Bolsonaro, além de ter afirmado que "varrerá os vermelhos" do país, teve revelado o escândalo de Caixa 2 em sua campanha eleitoral: por via de denúncia da Folha, o reacionário teve sua campanha financiada por um grupo de mega empresários, que compraram "pacotes de disparo via WhatsApp" para espalhar fake news contra Fernando Haddad. Foram gastos R$12 milhões de reais, principalmente na última semana que antecedeu o primeiro turno, dando margem para uma clara manipulação do resultado das eleições.

É possível que esta fraude eleitoral aberta, reconhecida pelo próprio Bolsonaro, tenha reduzido sua intenção de voto, tanto para Haddad quanto para os votos brancos/nulos.

Frente à isso, o Tribunal Superior Eleitoral e a Corte Suprema, peça chave na manipulação completa das eleições, que por via da Lava-Jato foi capaz de criar um terreno totalmente propício para impulsionar o candidato que pudesse melhor aplicar a agenda de ataques da burguesia, garantiu a impunidade em troca de mais ataques.

A queda expressiva de Bolsonaro e com o avanço de Haddad abre um cenário, ainda que muito minoritário por ora, de que o petista vença as eleições. O ódio legítimo de setores de massas contra Bolsonaro faz com que o resultado seja comemorado nas reuniões ou conversas, no locais de trabalho e estudo.

Nesse cenário minoritário, se Haddad vencesse, continuaria sendo vital a organização pela base, já que o núcleo duro da base bolsonarista sairia com a campanha de fraude eleitoral.

Nós, do MRT e do Esquerda Diário, declaramos voto crítico em Fernando Haddad, por ver como muito legítimo o rechaço contra Bolsonaro e para ser parte deste ódio. Contudo, não damos nenhum apoio ao projeto político do PT e não depositamos nossa confiança nesta estratégia eleitoralista que já se mostrou impotente para enfrentar a extrema direita, as reformas e o golpismo.

É partindo disso, que é importante demarcar que mesmo no cenário de uma eventual vitória de Haddad se torna imprescindível que a classe trabalhadora, a juventude, mulheres, negros e LGBTs que repudiam Bolsonaro se organizem para colocar a luta contra a extrema-direita, contra o golpismo e as reformas no campo onde ela pode ser verdadeiramente vencida: na luta de classes.

É preciso exigir de cada sindicato e de cada entidade estudantil que rompam com seu imobilismo, organizando assembleias em cada local de trabalho e estudo, levantando a força dos trabalhadores para derrotar o nefasto projeto de governo que querem implementar.

O Esquerda Diario atingiu 5 milhões de acessos em apenas 30 dias na batalha contra Bolsonaro. Nesses últimos dois dias de eleição vamos multiplicar nossas energias para derrotar Bolsonaro, colocando à frente a luta pela construção de milhares de comitês de base por todo país, para que os capitalistas paguem pela crise, e para que não descarreguem a crise nas costas dos trabalhadores e da juventude; para enfrentar verdadeiramente Bolsonaro, a extrema-direita e tudo que representam contra mulheres, negros e LGBTs; contra o golpismo e contra as reformas.




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