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Nota sobre a entrada da Polícia Federal no Sindicato dos Trabalhadores da USP

Reproduzimos nota da minoria da Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da USP composta por militantes do MRT.

quinta-feira 20 de dezembro de 2018| Edição do dia

No dia 19/12, policiais federais vestidos de civis entraram no Sindicato dos Trabalhadores da USP buscando vínculos com o militante italiano Cesare Battisti. Nosso bloco minoritário do Sindicato alerta que estas medidas judiciais e policiais têm o objetivo de intimidar nossa organização sindical e adiantam o caráter antidemocrático e persecutório que terá o governo Bolsonaro.

Em primeiro lugar queremos esclarecer que fomos parte da campanha de solidariedade a Battisti (apesar das diferenças políticas que temos com sua corrente), continuando nossa tradição de defesa de qualquer perseguido político por um governo burguês e que há anos veio residindo legalmente no Brasil.

É sugestivo que há poucos dias da subida do governo de extrema direita de Bolsonaro, e em acordo com o governo também de extrema direita da Liga Norte na Itália, revertam uma medida democrática que havia sido tomada nos governos anteriores. Da noite para o dia o STF determinou a prisão de Battisti e o governo Temer-Bolsonaro determinou sua extradição.

Nesse sentido, seguiremos nos posicionando firmemente para que se reverta essa medida antidemocrática que implicaria uma nova política de perseguição, ignorando o direito de asilo político consagrado pela legislação internacional.

O companheiro Magno, diretor do bloco majoritário da diretoria do Sindicato, esclareceu pelo Jornal Nacional que não tem conhecimento do paradeiro de Battisti assim como nota da maioria da Diretoria do Sindicato. Nós, que somos minoria do Sindicato, obviamente não sabemos nada sobre seu paradeiro.

Veja aqui também o boletim do SINTUSP.




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