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TRIBUNA ABERTA

Nota em repúdio à chacina de Acari

quarta-feira 6 de abril de 2016| Edição do dia

Enfrentamos hoje no Rio de Janeiro, um dos maiores aparatos racistas e desumanos do mundo. Faltando poucos meses para os jogos Olímpicos, presenciamos uma crescente letalidade da nossa juventude , como mais de um, dos infelizes exemplos incontáveis desse enredo, no dia 04 de abril, houve a execução sumária e brutal de 5 jovens, em uma operação da polícia federal com o apoio da Core (forças especiais da polícia civil), na favela do Acari - favela hoje situada na zona norte carioca.

No ultimo relatório divulgado pela Anistia Internacional, "você matou meu filho", foi constatado que Acari teve homicídios com fortes indícios de execução sumária, onde alguns dos casos, por exemplo, as vítimas não estavam se quer armadas, contrariando o registro oficial que foram divulgadas. Lembremos também que a 41º BPM/RJ, Batalhão policial mais perto de Acari, foi o responsável pelo caso de assassinato de 5 jovens negros, fuzilados em seu carro com 101 tiros. Só esse batalhão é sozinho responsável por 13% dos homicídios no Rio de Janeiro, reconhecido como o batalhão que mais mata no Estado, segundo a PUC.

Dessa maneira exigimos imediatamente a investigação e o esclarecimento dessas vidas, mesmo sabendo do histórico racista que há nessas instituições policiais e jurídicas, que, como reforçada pela anistia internacional, tratam o genocídio da nossa juventude negra com o simples eufemismo de "resistência seguida de morte". Além disso, exigimos também que o julgamento desse caso venha ser feito em regime de júri popular, para que a classe trabalhadora tome os rumos da decisão dessa investigação, e puna os respectivos policiais responsáveis por essa operação.

Queremos também nós solidarizar com os familiares, que ontem perderam em meio a essa guerra aos pobres, vidas que são insubstituíveis, e dizer que temos que dar um basta nessa "democracia da bala " que hoje enfrentam as favelas. A juventude faísca revolucionária RJ, estará junto com os outros segmentos de direitos humanos acompanhando esse caso, e reforçando com os familiares, que não estarão sozinhos.

#CHEGADECHACINA
#CHEGADAFAVELACHORAR
#FIMDAPOLÍCIA




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