Juventude

CONTRA AS PUNIÇÕES

Nota de solidariedade da Faísca - Anticapitalista e Revolucionária aos estudantes da UNESP Marília punidos por lutar

sexta-feira 14 de julho| Edição do dia

Na última quinta-feira (11), 35 estudantes da Unesp de Marília foram informados pela direção da faculdade que estariam sendo punidos por um piquete realizado em 2015 contra a reorganização escolar do governo Alckmin e em apoio às vitoriosas ocupações de escola e por pautas locais de permanência estudantil. Mais detalhes estão disponíveis neste texto elaborado pelo movimento estudantil local.

A proposta da direção de início foi convocar 21 destes estudantes para uma reunião sem informar previamente qual seria o assunto a ser tratado, onde queria empurrar a assinatura de uma repreensão às pressas, chantageando abrir um processo de sindicância caso os estudantes não assinassem. Outros 14 estudantes foram diretamente sindicados. Nenhum deles foi ouvido até agora.

A direção da universidade, ao tomar tal medida, toma a linha da Reitoria da UNESP, que há anos criminaliza o movimento estudantil para passar os ajustes do governo federal e mais diretamente estadual, como fez com as 95 sindicâncias aos estudantes que ocuparam a reitoria da universidade por cotas e permanência estudantil. Para isso, ela se apoia no regimento interno criado durante a Ditadura Militar que proíbe afixar cartazes, organizar-se politicamente e paralisar as atividades. Em outras palavras, aplica uma censura que só é válida em momentos em que as direções e a reitoria querem punir os estudantes e os trabalhadores por lutar. Um regimento que inclusive diante da Constituição de 1988, que representa o interesse da burguesia e não dos trabalhadores, é considerado atrasado e inconstitucional.

Na atual conjuntura, tal medida cumpre o papel de punir alguns para servir como exemplo para todos os estudantes que lutar é proibido na universidade, fazendo passar os cortes cada vez mais severos que são aplicados sobre os estudantes e os trabalhadores com o argumento de que precisamos salvar a universidade da crise. Não apenas isso, mas quer impor também que os estudantes não se mobilizem contra as reformas que estão sendo aprovadas, impedindo que rompam os muros da universidade para atuarem como sujeitos na construção de uma outra forma de educação e sociedade, como se dispuseram a fazer contra a reorganização escolar em 2015, criando uma ponte entre universidade e os trabalhadores que a mantêm, tal qual a universidade deveria ser pensada e organizada sempre.

Por isso, nós da Faísca nos solidarizamos com a luta dos estudantes da Unesp de Marília e nos colocamos lado a lado nessa luta pela imediata retirada de todas as repreensões e sindicâncias. Todo estudante tem direito de lutar.

QUEM LUTA POR EDUCAÇÃO NÃO MERECE PUNIÇÃO!




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