Educação

PUC-MINAS

Nota de apoio dos estudantes da Educação Física à greve dos professores da rede particular

No dia 25/04, os professores da rede particular em assembleia votaram por ampla maioria o início da greve. Os professores estão em greve contra os ataques absurdos que querem impor sobre a categoria, ataques estes frutos da reforma trabalhista aprovada pelo governo golpista.

segunda-feira 30 de abril| Edição do dia

No dia 25/04, os professores da rede particular em assembleia votaram por ampla maioria o início da greve. Os professores estão em greve contra os ataques absurdos que querem impor sobre a categoria, ataques estes frutos da reforma trabalhista aprovada pelo governo golpista.

A patronal quer a qualquer custo fazer valer da nova legislação e tenta aprovar ataques como: redução das férias, perda do adicional por tempo de serviço, perda das bolsas de estudos para professores e dependentes, perda do intervalo (recreio) dos/as professores/as, retirada da cláusula de atestado médico (ou seja, professor não pode adoecer), retirada da representatividade do sindicato (legítimo representante da categoria, conforme apregoa a Constituição da República), retirada da estabilidade do professor aposentando, perda significativa do adicional extraclasse (uma vez que propõem que o professor trabalhe 10% a mais sem remuneração devida), reajuste de 1%, abaixo da inflação – sendo que as mensalidades escolares reajustaram em média de 8 a 10%.

Seguindo o exemplo de outras universidades como: Una, Izabela Hendrix, Fumec, Newton Paiva, a PUC Minas, no dia 27/04, em assembleia com mais de cem professores aprovou por ampla maioria aderir à greve da categoria.

Nós estudantes do curso de Educação Física, viemos prestar nosso total apoio a essa greve, que longe de ser uma demanda somente dos professores, é também uma luta nossa. Pois, entendemos que todos estes ataques fazem parte de um pacote de ajustes e retiradas de direitos que o governo Temer quer a todo custo implementar e que tendem a sucatear ainda mais o ensino. Como por exemplo, a Reforma do Ensino Médio, que uma de suas propostas é a retirada da educação física como disciplina obrigatória do currículo, deixando nas mãos dos governos e patronais a decisão de sua adesão ou não nas escolas.

No curso de Educação Física a maioria dos professores, de forma correta, aderiram à greve e receberam apoio dos estudantes que deram um exemplo a ser seguido e paralisaram as aulas na manhã do dia 27/04 em apoio à greve (http://www.esquerdadiario.com.br/Estudantes-de-Educacao-Fisica-da-PUC-Minas-apoiam-a-greve-dos-professores).

Exemplos como estes devem ser estendidos amplamente dentro da universidade, para isso é necessário o mais amplo chamado dos D.As e DCE a mobilização e assembleias, para unificar as atividades que já acontecem no campus e cercar de solidariedade a luta dos professores, para dar voz e força aos estudantes que também se sente parte dessa luta.

#TodoApoioàGrevedosProfessores

Alunos que assinam a nota:
Clarissa Ramos;
Franciely Ramos;
Jonas Urgel;
Giovanna Marques;
Mariana Baptista;
Rafael Melo;
Pedro Gontijo;
João Paulo Nogueira;
Flávio Sacramento;
Gabriel Henrique;
Thiago Augusto;
Marcelo Fernandes;
Higor Rodrigues da Silva;
Tácia Brenda;
Isaque Israel Camilo da Silva;
Wellington Luiz Lima;
Diego Henrique Souza dos Santos;
Messias Henrique de Oliveira Silva;
Rafael Lana Fernandes Delázari;
João Felipe Souza Cruz Machado;
Pedro Lima Netto;
Ricardo Augusto Silva Gonzaga;
Diego de Alcantra Costa de Carvalho;
Isabela Cristina Costa;
Luiz Guilherme Silva de Lima;
Gabriela Caroline Pimenta;
Rafaella Silva Henriques De Oliveira;
Lucas Bispo do Nascimento;
Gustavo Reis Tibo;
Gustavo Alexandre Souza;
Desiree C.A.Costa;
Amanda Marques Penna;
Andressa Soares de Lima Marques Maciel;
Jéssica Rodrigues da Silva;
Mateus Filipi Pinheiro Araújo;
Helbert Lucas de Oliveira;
Carolina Comarela Dutra;
Ingrid Alves Fialho




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