morte de modelo

Nossas vidas valem mais que o lucro deles: porque o SPFW continuou os desfiles após a morte de Tales?

De acordo com o laudo necroscópico sobre a morte do modelo Tales Cotta, 25 anos, enquanto desfilava na São Paulo Fashion Week, foi revelado que ele tinha uma doença no coração não diagnosticada que provocou um edema pulmonar agudo. O exame toxicológico deu negativo para álcool ou drogas. O órgão não informou se o modelo tinha alguma doença prévia.

sexta-feira 24 de maio| Edição do dia

Todas as informações estão no laudo do Instituto Médico Legal, que foi concluído. O caso segue em investigação pela 91ª DP, e testemunhas serão ouvidas nos próximos dias para a conclusão do inquérito.

O evento recebeu críticas por seguir adiante mesmo após a confirmação da morte. Segundo a direção da SPFW, houve reunião com marcas e houve a opção de cancelar o evento. Ainda segundo a organização, "mesmo abalados, todos decidiram manter os desfiles. Foi decidido também pelo minuto de silêncio na abertura de cada um".

É absurdo pensar que nossas vidas realmente não valem nada e o evento prosseguiu com todas as suas normalidades. Um gesto desumano que escancara a ganância por lucro dos grandes empresários e agentes do mundo da moda.

Em vídeo publicado em seu Instagram, Borges disse que, "no momento em que o modelo teve o mal súbito —e foi prontamente atendido pela equipe de socorristas e encaminhado ao hospital—, não havia possibilidade, ninguém contava com a tragédia. Todos estavam ali realizando seus sonhos de trabalho de meses”.

Sabemos que nesse mundo capitalista não existe um olhar real para o ser humano, tanto nas condições de trabalho e nos salários dignos como também no fator psicológico. Existe apenas a preocupação com os ganhos que garantem, a imagem que passam e os espaços em que se mantêm.

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