Mundo Operário

NOSSA CLASSE METROVIÁRIOS

Nossa Classe no Sindicato dos Metroviários SP: Por um 1° de maio independente. Fora Bolsonaro e Mourão!

Nós, da Chapa 4 Nossa Classe Metroviários, que compomos a diretoria colegiada do Sindicato dos Metroviários de SP como minoria, na última reunião realizada na segunda (27) travamos duas batalhas muito importante para o atual momento que atravessamos no país.

quinta-feira 30 de abril| Edição do dia

Colocamos a necessidade do sindicato defender a consigna de Fora Bolsonaro e Mourão da presidência do país, uma vez que seguir levando a frente a consigna de "Fora Bolsonaro" deixa margem para a defesa de políticas que levam à entrada do general Mourão no poder, o mesmo que em entrevistas recentes afirmou que "a ditadura no Brasil matou foi pouco" e que homenageou essa mesma ditadura sanguinária no dia 31 de março. Neste debate foi importante a atuação em comum com outras correntes da esquerda (como PSTU e Resistência, CST e FPSM do PSOL), junto com as quais colocamos esta discussão para votação, que perdeu por um único voto para a consigna de "Fora Bolsonaro", defendida pelo PCdoB, PT e MES (PSOL).

Outra discussão importante feita nessa reunião foi acerca da participação do Sindicato dos Metroviários de SP no ato online do 1 de maio, que como viemos denunciando, em meio à pandemia, as principais centrais sindicais do país estão convocando um ato com a presença de políticos de direita, neoliberais de toda espécie e golpistas, como Doria, Maia, Witzel e FHC. Um 1° de maio que sequer se posiciona contra o governo Bolsonaro, e não levanta nenhuma demanda dos trabalhadores frente a pandemia, como a proibição de todas as demissões, testes massivos já, uma quarentena com licença remunerada, contra as suspensões de contrato e reduções salariais, e garantindo um salário emergencial que chegue imediatamente a todos que estão sem renda, com valor suficiente para manter uma família.

Nós da Chapa 4 defendemos que o Sindicato dos Metroviários não participasse deste 1° de maio da burocracia sindical, e que o mesmo fizesse um chamado às centrais sindicais a romper com este ato, para que organizassem um 1º de maio classista. Nesta votação infelizmente defendemos sozinhos, já que todas as demais forças da diretoria votaram por participar deste ato criticamente, convocando-o.

Frente a isso, saudamos o passo adiante dado pelos companheiros do PSTU, que dirigem a CSP-Conlutas, que anunciou nessa terça (28) sua ruptura com o 1M da burocracia sindical e sua intenção de construir um 1M classista e independente, como também fez a Intersindical-Instrumento de Luta,e sindicatos como o Sintusp e o SEPE-RJ. Mesmo que no sindicato dos Metroviários de SP a CSP-Conlutas tenha votado nessa segunda (27) pela participação da entidade no ato das centrais com a direita, achamos fundamental que tenham revisto sua posição e rompido com o ato do 1° de maio dos patrões, e chamamos todos os trabalhadores a acopampanharem o Ato independente e Classista neste 1o de Maio.

Inicialmente, se apontava a convocação deste ato a partir do eixo "Fora Bolsonaro e Mourão", mas afinal a convocação da CSP-Conlutas e Intersindical coloca somente a palavra de ordem "Fora Bolsonaro". Seguimos nossa batalha pelo "Fora Bolsonaro e Mourão" - deixando clara a necessidade de derrubar esse governo, e que não serve aos trabalhadores substituir o capitão pelo general que começou este mês homenageando o golpe militar que “derrotou a ameaça comunista”.

Além disso, queremos seguir o debate com todas as organizações da esquerda socialista sobre a necessidade de defender um Assembleia Constituinte Livre e Soberana, condição para que o povo possa realmente decidir sobre uma saída para essa crise, entendendo que não é somente um governo que estamos enfrentando, mas um regime que desde o golpe de 2016 não para de avançar sob os direitos dos trabalhadores, ganhando contornos cada vez mais autoritários e fraudulentos.




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