Educação

XV CONGRESSO DO SEPE

Nossa Classe Educação apresenta tese antiburocrática ao congresso do SEPE

sábado 30 de setembro| Edição do dia

Ronaldo Filho, professor de Queimados, militante do Nossa Classe Educação e do MRT apresentou a tese 10 - Nossa Educação Vale Mais que o Lucro Deles, no XV Congresso do Sindicato Estadual de Profissionais da Educação do Rio de Janeiro.

Em meio às 22 teses que foram apresentadas no dia de ontem (29) no Congresso, o Nossa Classe Educação defendeu a necessidade do SEPE assumir uma política para que sejam os capitalistas e os corruptos que paguem pela crise do Rio, como forma de garantir a educação e a saúde e barrar os ataques que estão acontecendo.

Em sua intervenção, Ronaldo Filho denunciou a participação do SEPE no MUSPE, colocando que esta aliança liga o sindicato dos trabalhadores da educação aos sindicatos da polícia, categoria que reprime as manifestações dos servidores, persegue e assassina negros e pobres nas favelas e que prendeu injustamente o Rafael Braga. Ronaldo afirmou que não podemos ficar ao lado da polícia, que não é nossa aliada.

Ronaldo também apresentou a importante luta política que, à partir do Esquerda Diário e das resistências organizadas em várias cidades do país, o Nossa Classe Educação vem fazendo contra o projeto reacionário do Escola sem Partido, como por exemplo na luta que demos em Campinas. Também defendeu a necessidade de uma política que organize efetivamente os professores do SEPE para lutar contra Temer, as reformas, que buscam impor uma conjuntura reacionária com o Escola Sem Partido.

Saudando os professores do Rio Grande do Sul, Ronaldo colocou a necessidade dos professores se inspirarem nestes exemplo aqui no Rio de Janeiro para dar uma resposta aos ataques do governo Pezão.

Ele também apresentou uma política para que o sindicato se apresentasse como uma ferramenta real de luta, em base a propostas antiburocráticas que possam fazer com que a base tome em suas mãos a orientação do sindicato. Propostas como:

- o fortalecimento e a existência de comandos de greve, que devem dirigir as lutas, substituindo a direção sindical e o conselho deliberativo na direção da greve;
- a necessidade de que haja rotatividade dos cargos da direção, para que não haja burocratização dos seus diretores;
- a necessidade do conselho fiscal que possa socializar com o conjunto da categoria o que feito com a arrecadação do sindicato
- afirmar a necessidade de se preparar um plano objetivo de lutas, a ser levado para as escolas já à partir da próxima semana, para combater todos ataques que vem acontecendo.




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