Política

No voto do golpista Barroso só faltou o powerpoint do Dallagnol

quarta-feira 4 de abril| Edição do dia

Foto: Ruy Baron

Fundamento profundo de seu previsível voto: “estamos em um momento de refundação do país”, que precisa reafirmar que o grande problema do país é a justiça criminal. Morram todas teorias sociológicas e políticas do último século, estamos no mundo das biografias e autobiografias de Moro e Dallagnol. E tal como eles que condenam sem provas mas com convicções, Barroso afirmou: “Não li o primeiro grau, não li o segundo grau”.

Eis, o golpismo em sua forma mais crua. Para dar alguma massa “progre” ao bolo podre falou como muitos ministros dos absurdos do sistema prisional brasileiro, como jovens são presos quando se alega que estavam com drogas. Uma demagogia sem fim, visto que nunca tomam uma medida contra o gritante absurdo citado por tantos ministros que 41% dos presos nunca foram julgados.

De muitos votos previsíveis no STF, Barroso era dos mais previsíveis. Ele é um campeão da Lava Jato, é dos mais consequentes ministros em defender os interesses da ala do regime político, que perpassa parte do STF, do MPF e foi reforçado pelos editoriais da grande mídia e chantagens da cúpula das Forças Armadas. Barroso diz que que o julgamento ocorre em meio a uma situação de “refundação do país”, como também é diariamente relembrado nos twitters e facebooks de Dallagnol, Carlos Lima e outros procuradores da Lava Jato.

A refundação que Barroso e seus amigos de powerpoint defendem é destruir o velho regime de 88 para colocar no lugar superpoderes do judiciário e mais privatizações, mais abertura aos interesses imperialistas.

A “visão de mundo” de Barroso transparece no seu voto e em cada comentário público, seja quando defende a privatização da UERJ ou quando diz que vota atendendo a “opinião pública”, como disse semanas atrás.

Todo esse golpismo descarado para ajudar a uma prisão arbitrária e impedir que a população vote em quem quiser.




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